quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Assaltante põe em risco Linha de Sintra

Um simples ladrão de cobre, de 38 anos, pôs em perigo de vida, durante vários meses, milhares de utentes dos comboios da Linha de Sintra.



Para roubar cabos e bobines, o homem destruía as caixas de impedância – equipamento de segurança que, entre outras funções, impede as composições de colidir umas com as outras e regulariza a sinalização.Em causa estava, ainda, a segurança das pessoas nos apeadeiros, que correram o risco de morrer electrocutadas. É que o equipamento que assegura a sinalização ferroviária tem uma tensão de 25 000 volts.Caso os passageiros tocassem numa dessas estruturas – acessíveis nas plataformas – morreriam. Ao todo, foram apreendidos 18 cabos de cobre, com um peso total de 150 quilos.A PSP anunciou ontem a detenção do ladrão – que ocorreu já no dia 2 de Julho, em flagrante delito, entre as estações de Sete Rios e Benfica –, bem como de outro homem, de 31 anos, anteontem, no bairro Cova da Moura, na Amadora, por receptação do material e posse de várias armas, entre as quais uma pistola Walther de calibre 6,35 mm, uma carabina, uma pistola de alarme e várias munições.

Magali Pinto
in Correio da Manha



Duas passagens desniveladas em Ovar

A REFER inaugura hoje duas passagens desniveladas na Linha do Norte, no concelho de Ovar, em Esmoriz e São Miguel, um investimento de 3,3 milhões de euros, acompanhado pela cedência, pela autarquia, de terrenos avaliados em 995 mil euros.

Manuel Alves de Oliveira, presidente da Câmara de Ovar, encara as obras "decisivas para a segurança e mobilidade" de um concelho que é atravessado pela Linha do Norte, com uma frequência enorme na passagem de comboios, "o que gerava um conflito muito grande entre o trânsito ferroviário e o trânsito viário". As novas passagens desniveladas acabam com as "longas esperas para atravessar a via férrea" e garantem à comunidade "não só mais segurança nessa passagem, mas também mais qualidade de vida em termos da sua actividade quotidiana".
A autarquia pretende, agora, a reabilitação e ampliação da Estação de Ovar.

in Correio da Manha


sexta-feira, 2 de julho de 2010

3 crimes por semana nos comboios



Nos primeiros seis meses do ano ocorreram 97 roubos, furtos e agressões nas zonas mais críticas.
Só no primeiro semestre deste ano, a PSP registou 97 crimes nas linhas de comboio de Sintra e de Cascais, mais 35 do que em igual período do ano passado - uma média de três crimes por semana. Fora das estatísticas fica o caso mais grave do ano: dois homens esfaqueados anteontem à noite na estação de Oeiras quando tentavam socorrer um outro. E as cifras negras que nunca chegam ao conhecimento da polícia por medo.
Os dados revelados pela PSP ao DN referem-se aos transportes públicos que mais problemas têm dado à PSP a nível nacional. De acordo com o comissário Paulo Flor, só na Linha de Sintra registaram-se este ano nove roubos com faca, 29 furtos e 11 agressões. Foram detidos cinco suspeitos. "Houve um aumento, mas os crimes não têm grande expressão se pensarmos que esta é a linha mais populosa do País", refere.
O caso mais grave ocorre, no entanto, na Linha de Cascais, onde este ano ainda não havia roubos com faca. Segundo fonte policial, eram 19.00 quando dois cidadãos ucranianos de 30 e 37 anos tentaram socorrer um jovem africano, de 22, de uma agressão com uma garrafa. Acabaram esfaqueados, um na omoplata e outro no ombro, e ao início da noite de ontem permaneciam internados no Hospital S. Francisco Xavier. O caso envolveu 40 suspeitos, foram identificados dois que garantem não serem os autores.
Este foi o mesmo argumento do grupo de nove miúdos identificados ontem à tarde no Passeio Marítimo de Algés, que após ver barrado o acesso ao comboio por não ter bilhete, decidiu apedrejar o comboio. Horas depois, um outro grupo disparava o alarme do comboio da estação do Cais do Sodré, provocando o atraso na circulação. São aliás grupos de jovens que nas férias de Verão querem viajar sem bilhete que provocam grande parte dos distúrbios e geram um grande sentimento de insegurança.
"Sabemos que há assaltos diários na Linha de Sintra, a mais perigosa de todas, só que nem sempre as pessoas apresentam queixa, por vezes por medo", disse ao DN Luís Bravo, presidente do Sindicato da Revisão Comercial Itinerante. "No Verão temos uma média de três revisores agredidos por semana. Por exemplo, no último domingo um revisor foi agredido por um grupo no Cacém e na segunda-feira outro revisor foi agredido na estação de Braço de Prata", adiantou Luís Bravo.
Por mais policiamento nas linhas urbanas revisores, utentes e agentes do SPP (Sindicato dos Profissionais de Polícia) juntaram-se ontem num protesto que se realizou nas estações da CP do Rossio (linha de Sintra), de manhã, e do Cais do Sodré (linha de Cascais), à tarde.
? Passageiros por dia na Linha de Sintra, em 31 km de extensão
? Utentes por dia na Linha de Cascais, em 26 km de extensão

O Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP/PSP), o Sindicato da Revisão Comercial Itinerante e a Comissão de Utentes da Linha de Sintra estão hoje a distribuir em Lisboa, um manifesto sobre o "agravamento" da insegurança nas linhas ferroviárias urbanas.
Junto à Estação do Rossio, Lisboa, muitos cidadãos têm-se dirigido aos promotores da iniciativa "para contar a sua história de assaltos", relatou o dirigente da SPP/PSP, António Ramos.
Além da denúncia de aumento de agressões e roubos a passageiros, agentes da PSP e revisores, António Ramos referiu outro objectivo da iniciativa: voltar a alertar os responsáveis políticos.
Criticando a falta de meios, o sindicalista exemplificou com o caso do Comando Metropolitano de Lisboa, onde "há um défice de 2300 homens".
A mesma fonte informou que na unidade especial foi extinto um grupo de "90 homens" e os "restantes grupos também estão desfalcados".
"Também têm de ser distribuídos pelos vários sítios do país nesta altura da época balnear", afirmou.
António Ramos garantiu que hoje em dia "qualquer pessoa tem medo de estar dentro da própria residência e por isso o sentimento de insegurança é geral".  
O sindicalista defendeu ainda a criação de uma polícia única, à semelhança das existentes em outros países da União Europeia e dos Países de Língua Portuguesa (PALOPS).  
Para o dirigente, a GNR deve ser agregada à PSP para que existam "efectivos suficientes".
A nível de reforço policiais dos transportes, António Ramos referiu a situação de se "desviarem efectivos de uma área para outra".
"Mas depois tapa e destapa: tapa os pés, mas destapa a cabeça", criticou.
 Na linha de Cascais, dois jovens foram quarta feira, ao final do dia, esfaqueados, com gravidade, num comboio da linha de Cascais, durante um confronto entre dois grupos, disse à Lusa fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.  
Já no sábado, a polícia tinha levou para a esquadra 15 jovens, dos quais três ficaram detidos, de um grupo de cerca de 40 que provocou desacatos num comboio também na linha Lisboa-Cascais, disse fonte policial.

in DN

Conta Solidária

:: Como é do conhecimento de todos, faleceu o nosso colega Fernando José
Rico de Matos, [ colaborador da Refer ] colhido por um comboio, em
Riachos, quando tentava ajudar dois idosos em situação de risco. Colegas e
amigos uniram-se para reforçar o apoio que a empresa presta à família
(viúva e dois filhos menores) nestes casos.

:: Veja como pode contribuir :
Os interessados em colaborar podem depositar a sua contribuição na conta
N.º 0639.018387.700, em nome da viúva, Maria Antónia Pita Cruz Matos, com
o NIB :
003506390001838770071 , na Caixa Geral de Depósitos de Ponte de Sôr .

Verdadeiro comboio a Vapor em Portugal, parque Quinta da Marialva - Seixal

Gangues dos transportes públicos na mira da polícia



Perfil de grupos que atacam nos comboios, metro e autocarros estão traçados. São, por vezes, numerosos, recusam comprar bilhete e geram sentimento de insegurança nos utentes.
Costumam actuar em dupla ou em grupos de quatro no metro e nas linhas ferroviárias da Grande Lisboa. Um aguarda junto à porta da composição para impedir que ela se feche, o outro ataca a vítima que vigiou nos últimos minutos. Foi assim que os três suspeitos, anteontem detidos pela PSP, roubaram um cordão de ouro a uma mulher na estação de metro dos Anjos. Além destes casos, a PSP tem identificado, no Verão, vários grupos que viajam de comboio sem bilhete e provocam o pânico num verdadeiro "jogo do gato e do rato" com o revisor.
O caso que ontem culminou na prisão preventiva de um suspeito de 19 anos e na obrigação a apresentações periódicas de outros dois, de 18 e 23 anos, aconteceu na tarde de segunda-feira pelas 15.00.
Um polícia de folga e à civil assistiu a tudo: os três homens arrancaram um fio e uma argola de ouro a uma mulher de 57 anos, chegando a provocar-lhe escoriações. Depois fugiram.
Sozinho e correndo o risco de não conseguir deter os três, o polícia perseguiu-os discretamente enquanto telefonava para a esquadra de investigação criminal da Divisão de Segurança a Transportes Públicos, no Rossio.
Os três suspeitos acabaram por ser detidos já dentro de um autocarro da Carris, que usaram para fugir do local. Os objectos roubados foram recuperados e o suspeito que ficou em prisão preventiva tinha já antecedentes criminais por roubo por esticão.
Segundo fonte oficial da Divisão da PSP, que se dedica à segurança das linhas de comboio e de Metro de Lisboa até Vila Franca de Xira ou até Cascais e Sintra, a maior parte dos crimes registada nos transportes públicos "é praticada por grupos de dois a quatro elementos". Assim que o transporte pára numa estação, um dos suspeitos fica à porta impedindo que esta se feche e os outros roubam telemóveis, iPods, fios de ouro que "marcaram" minutos antes.
Há, no entanto, grupos mais violentos que procuram vítimas isoladas e as ameaçam com facas. Por vezes chegam mesmo a usar as facas para intimidar as vítimas e garantir que não oferecem resistência e entregam os valores.
Por altura do Verão, o problema é outro. "Há muitos grupos de jovens que nas férias não compram bilhetes e querem ir para a praia", refere. E são estes grupos que causam algum sentimento de insegurança, nomeadamente na Linha de Cascais. "Passam a viagem num verdadeiro jogo do gato e do rato com o revisor, têm atitudes provocatórias e causam medo e sentimento de insegurança nos passageiros", refere.
A mesma fonte ressalva que não significa que roubem ou furtem passageiros, mas têm visibilidade. "Não é nenhum arrastão", diz.
Nesta altura, a PSP reforça a vigilância nos transportes públicos sobretudo durante a noite e na Linha de Cascais, que conduz às praias.

Sonia Simoes
in DN

Três homens esfaqueados em comboio entre Cascais e Lisboa


Uma tentativa de roubo e agressão acabou de forma violenta, esta
quarta-feira, numa carruagem de um comboio que fazia a ligação
Cascais-Lisboa. Três homens, que tentaram impedir o crime, acabaram
por ser esfaqueados.
 
As duas vítimas mais velhas, de 29 e 36 anos, sofreram «golpes
profundos nas costas desferidos com uma faca de cozinha», enquanto a
mais nova, de 23, foi ferida numa orelha, segundo fonte da PSP, que o
Correio da Manhã cita.
 
Nenhum dos feridos, internados no Hospital de S. Francisco Xavier,
corre risco de vida. Três jovens foram levados para a esquadra para
identificação, depois de a PSP ter acorrido ao local. O comboio esteve
parado na estação de Oeiras durante uma hora.
 
Esta quinta-feira, o Sindicato da Revisão Comercial Itinerante, a
Comissão de Utentes Linha de Sintra e o Sindicato dos Profissionais de
Polícia vão manifestar-se nas estações do Rossio e do Cais do Sodré,
devido à insegurança nas linhas urbanas da CP.

 A Bola

Petição contra privatização de linhas da CP

 
Petição contra privatização de linhas da CP chega à AR
 
Uma petição com mais de quatro mil assinaturas contra a intenção do
Governo de privatizar algumas das linhas da CP -- Comboios de Portugal
é entregue hoje, às 12:00, na Assembleia da República (AR).
 
Esta petição resulta de uma iniciativa do Sindicato Nacional dos
Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), das comissões de
trabalhadores da CP e da EMEF -- Empresa de Manutenção de Equipamento
Ferroviário, bem como das comissões de utentes das linhas da CP na
região de Lisboa -- Sintra, Azambuja e Cascais.
 
 
Em declarações à Lusa, José Manuel Oliveira, do SNTSF, disse que a
ideia desta iniciativa surgiu logo quando o Governo anunciou a
intenção de privatizar alguma das linhas da CP.
 
Diário Digital / Lusa

terça-feira, 29 de junho de 2010

Recordaçoes Ferroviarias



Postal Ferroviario

Clube de Entusiastas dos Caminhos-de-ferro - Passeio de Aniversário

A Associação de mote ferroviário Clube de Entusiastas dos
Caminhos-de-ferro ( C.E.C. ) festejou 21 primaveras. Para sublinhar a
data organizou no dia 19 de Junho um passeio até ao Vale do Vouga.
O ponto de encontro e partida aconteceu na Estação de Aveiro, com
viagem de "Vouguinha" no ramal de Aveiro da Linha do Vouga, até
Águeda. Visita ao Museu da Macinhata do Vouga e  Estação de Sernada do
Vouga. O almoço de convívio aconteceu na Estalagem de Pateira de
Fermentelos.
 
 
  De sublinhar o encontro e convívio motivado pelos Caminhos-de-ferro.
Sem esquecer uma nota de agradecimento ao C.E.C. pelo dia e convite
para acompanhar este evento.
 


O C.E.C. ( http://bit.ly/cFs11G ) tem desenvolvida uma grande
existência na Internet, expressa no Youtube ( http://bit.ly/a2T4mv ),
Facebook ( http://bit.ly/av8gZr ) e Fotopic ( http://bit.ly/ao5Pus ).
--
Núcleo do Museu dos Caminhos-de-ferro de Macinha Vouga - http://bit.ly/a17nh0
--
Fica o caminho para uma visita à página da Estalagem de Pateira de
Fermentelos - http://bit.ly/a9IrZ8

Rui Ribeiro

ACÇÃO DE PROTESTO CONTRA A FALTA DE POLICIAMENTO

ACÇÃO DE PROTESTO CONTRA A FALTA DE POLICIAMENTO
Nas últimas semanas registámos um agravamento das condições de segurança nas estações e principalmente no interior dos comboios um pouco por todo o país, com mais incidência nas Linhas Urbanas Sintra/Cascais/Azambuja/Barreiro.
Diariamente utentes e trabalhadores são vítimas de agressões, assaltos, injurias etc…, realizados por grupo de jovens (gangs) que escolhem os comboios e estações da CP como zona de acção para a prática dos mais diversos crimes.
São GRUPOS de criminosos que estamos de facto a falar, contra cidadãos.
No entender dos associados do SFRCI, a melhoria das condições de segurança das linhas Urbanas da CP, passa pelo reforço de efectivos de Agentes credenciados (PSP/GNR) para os combater.
Como tal o SFRCI, para além de já ter feito denúncia da situação ao Ministério da Administração Interna, desenvolveu contactos com o Sindicato dos Profissionais de Policia (SPP), para a realização de uma ACÇÃO DE PROTESTO CONJUNTA, no dia 01 de JULHO de 2010, entre as 10h30 e as 15h00 na Estação do ROSSIO e entre as 16h30 e as 20h00 na Estação do Cais do Sodré.
Esta concentração, irá contar com a presença dos nossos associados que estão de descanso/férias, etc vindos de todo o país, associados do SPP, comissões de Utentes e todos aqueles que desejem juntar-se a esta acção de protesto contra a falta de segurança.
A acção de protesto tem como principal objectivo alertar os responsáveis, para a necessidade de reforço urgente de Agentes de Autoridade, a fim de se prevenir a repetição de crimes graves contra os Utentes e Trabalhadores da CP.
1 DE JULHO DE 2010
 ROSSIO  10h30-15h00
 CAIS DO SODRÉ  16H30-20H00
POR MAIS POLICIAMENTO NOS COMBOIOS DA CP
JUNTA-TE AO PROTESTO

Primeiro ataque a comboio das praias

Gangue de 40 ataca passageiros da Linha de Cascais



O assalto aos passageiros da carruagem de um comboio, na Linha de Cascais, anteontem, sábado, protagonizado por dezenas de jovens, é o primeiro do género registado este Verão, mas tem sido prática comum em anos anteriores. A PSP até já estava de prevenção.
O grupo, composto por cerca de 40 jovens, vinha da praia, tal como a maioria dos passageiros atacados. O ataque terá sido decidido na altura e não planeado.
Com o início da operação "Verão Seguro" veio o reforço de policiamento nos principais pontos de entrada e saída de passageiros dos transportes públicos, nomeadamente na Linha de Cascais.
E anteontem foi a primeira vez que o dispositivo gerou efeitos, com a detenção e identificação de sete jovens, todos suspeitos de estarem implicados no assalto, ocorrido cerca das 20 horas.
O comboio em causa vinha de Cascais e tinha já recolhido passageiros em várias praias da Linha. O grupo terá entrado junto numa das estações e todos os jovens que o integravam ter-se-ão juntado na praia para regressar a casa, na zona de Sacavém. Não está ainda claro o local em que os assaltos tiveram lugar nem quanto tempo duraram, sempre sob coacção física.
Sabe-se apenas que só na estação de Alcântara a PSP foi alertada para o sucedido. Aparentemente, terá sido um passageiro vítima de roubo e que desembarcou naquela estação a avisar as autoridades.
O grupo saiu também na referida estação de comboios e dirigiu-se para a paragem do autocarro 28, quando foi detectado por agentes à civil da PSP, que estão envolvidos na estrutura de prevenção.
Foram estas equipas da investigação criminal que, alertadas para a presença do gangue em Alcântara, acabaram por localizar os suspeitos, chamando então reforços de esquadras de Intervenção.
No entanto, apenas sete dos elementos do grupo acabariam por ser detidos e identificados. Três deles foram detidos e serão hoje presentes a tribunal. Os outros quatro, por serem menores de idade, foram entregues aos pais.

CARLOS VARELA
in Jornal de Noticias

Os ferroviarios 150 Anos

A nao perder, colectania de fotos unicas com a historia ferroviaria








http://barreiroweb.com/images/151ferro/

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Foi um herói para perder a vida assim"


Veste-se de preto há tempo demais, tantas têm sido as perdas. Aos 63 anos, Conceição Alves chora a morte de mais um filho. "O que eu passei para os criar e vê-los agora partir assim.... é muito doloroso... custa muito aguentar".
Conceição olha as últimas fotografias tiradas por Fernando, o filho do meio. O mais velho "foi assassinado aos 26 anos", agora Fernando, 37 anos, morreu debaixo de um comboio. "Foi um herói para perder a vida assim, deste jeito" diz em jeito de pedido de desculpa.
Sem tirar os olhos das fotografias, Conceição revela que ficou viúva aos 37 anos. O marido, também ele trabalhava para a CP no Entroncamento, perdeu a vida num acidente às portas de casa, em Fazendas, freguesia de Ponte de Sor. Criou os três filhos rapazes sozinha. "O que eu passei para os criar.... nem imagina", vai dizendo, enquanto passa as mãos pela fotografia de Fernando. "Esta foi tirada no dia do casamento dele", conta.
Apesar da dor, Conceição acede a conversar mais um pouco. Vive com o filho mais novo, a nora e dois netos. "São a alegria desta casa", assegura, revelando que Fernando também tem dois filhos, a Beatriz, de 5 anos, e o João Pedro, de 9 anos. "São muitos agarrados ao pai e o pai tinha uma verdadeira loucura pelos filhos".
As lágrimas voltam a cair e Conceição diz que os dois netos vão ser acompanhados por psicólogos da REFER. "A Psicóloga telefonou à mãe e disse-lhe que ela tinha de contar o que aconteceu ao pai e os filhos é que decidiam se queriam ou não ir ao funeral", conta, adiantando que "a psicóloga disse que só podia vir cá a casa na próxima terça-feira".
Fernando Matos trabalhava há mais de 15 anos na REFER. Ontem, terminava o turno às 13 horas e regressava a casa, em Barrogueira, Ponte de Sor, para descansar. Entraria novamente ao serviço à meia-noite.
No Pátio do João da Luz, nos Riachos, a família de Olga e António vai começando a chegar ao final da manhã. Irmãos, primos, sobrinhos choram inconformados a perda dos idosos. "Eles iam a Lisboa ter com os filhos da Olga", revela uma vizinha, adiantando que os dois irmãos viviam ali sozinhos "há muito tempo" e, apesar da família "ser grande", os vizinhos acabavam por ser a companhia dos irmãos.
Olga e António deslocavam-se uma vez por mês a Lisboa, "para ir dar a reforma aos três filhos que vivem lá", diz uma moradora.

Alexandra Serodio 
in Jornal Noicias






Descansa em paz amigo foste vítima do teu altruísmo eras um Homem com H bem grande





A suspeita de uma doença de coração, há nove meses, foi o susto da vida de Fernando Matos, funcionário da Refer há 15 anos. E agora, despistado o perigo, esperava ver crescer os filhos João e Beatriz, nove e cinco anos, até que ontem de manhã foi atraiçoado pelo destino, ao tentar salvar dois idosos, irmãos, na linha férrea do Norte, na estação de Riachos, Torres Novas. Morreram os três, trucidados pelo comboio SudExpress que passou a 160 km/h.

Fernando Matos, 37 anos, escorregou na passagem pedonal, em madeira, antes de conseguir avisar os dois irmãos, António e Olga Lopes, de 80 e 78 anos, do perigo iminente. O funcionário da Refer tentou salvá-los mas foram os três colhidos – ficando os corpos desfeitos e espalhados pela linha. O maquinista, que terá apitado ao aproximar-se daquela estação, só conseguiu parar o comboio 800 metros após atropelamento.

"Morreu com a idade do pai", diz, entre lágrimas, a mãe de Fernando, Conceição Rico Matos, contando que um acidente lhe levou o marido aos 37 anos e agora fica sem o filho mais velho. "Foi uma morte horrível. Um gesto tão bonito que ele teve, de ajudar os dois idosos, não devia resultar numa tragédia destas". Há uns meses, o operador de manobras da Refer, que reside em Ponte de Sor com a mulher e os dois filhos menores, receou ter um problema no coração, que afinal não se comprovou. Ao saber que os resultados dos exames não confirmaram as suspeitas do médico, disse, a sorrir, à mãe: "Pensava que ia morrer com a idade do pai, mas afinal ainda tenho uns anos pela frente."

Ontem, Fernando Matos saiu de casa bem cedo para mais um dia de trabalho. Pouco depois de chegar à estação do Entroncamento, local habitual de trabalho, seguiu para Riachos. Viria a ser colhido mortalmente pelo comboio SudExpress, proveniente de Paris com destino a Lisboa, pouco depois das 09h30.

Os 40 passageiros do comboio internacional não se terão apercebido do acidente e seguiram viagem passado pouco tempo, num autocarro fretado pela CP. A circulação na Linha do Norte esteve interrompida até às 14h30.

DISCUTIRAM NO MEIO DA LINHA

Os dois irmãos, Olga e António Lopes, viviam em Riachos, na casa onde a mulher criou oito filhos, de dois casamentos. Ontem de manhã, Olga Lopes ia viajar para Lisboa, para passar uns dias com os filhos, e queria que o irmão também fosse. Este acompanhou-a à estação, mas estava renitente em viajar, o que terá motivado uma pequena discussão no meio da linha. "Falei com ela ao telefone terça-feira, estava feliz, não merecia uma morte tão triste", disse o filho António, que a esperava no Cacém. 


CP Carga já está em falência técnica

A CP Carga, uma sociedade anónima do grupo CP criada em Agosto do ano passado, chegou ao fim de 2009, após cinco meses de actividade, com 14 milhões de euros de prejuízo.


Actualmente, a empresa já consumiu os seus capitais próprios, pois os resultados líquidos negativos já ultrapassam os cinco milhões de capital social mais os 15 milhões de prestações acessórias com que iniciou a sua actividade. Os prejuízos são explicados pela recessão económica, que levou a um abrandamento da actividade industrial, logo à necessidade de transportar.

Este decréscimo verificou-se tanto em Portugal como no mercado ibérico. A CP inaugurou no ano passado um serviço em parceria com a Renfe, denominado Iberian Link, que não teve os resultados esperados.

Nos seus primeiros cinco meses de actividade (entre Agosto e Dezembro de 2009), a CP Carga teve proveitos de 25 milhões de euros, mais de metade dos quais provenientes do transporte de carvão, contentores e cimento. A excessiva dependência de um número restrito de clientes (Tejo Energia, Cimpor, Secil e MSC - Mediterranean Shipping Company) é considerada um dos seus pontos fracos e uma das razões apontadas para a autonomização deste negócio com vista a alargar o mercado.

Do lado da despesa, a empresa gastou 39 milhões de euros nos cinco meses de actividade em 2009, dos quais 14,4 milhões (36 por cento) dentro do próprio sector ferroviário: 5,5 milhões pagaram serviços e taxa de uso (portagem) à Refer e 8,9 milhões pagaram serviços à CP, parte dos quais gastos no arrendamento de locomotivas à CP Frota (unidade de negócios que gere o material circulante). Doze milhões de euros (30 por cento dos custos) representam despesas com salários.

Quando a CP Carga iniciou a sua actividade, herdou um conjunto de activos e passivos da unidade de negócios de mercadorias que valem 66 milhões de euros do seu passivo.

Mas a herança mais pesada parece ter sido o próprio modus operandi do transporte de carga em caminho-de-ferro, que acumula prejuízos. Segundo o presidente da CP Carga, José Soares, em 2008 este actividade gerou perdas de 25 milhões de euros e em 2009 a soma dos prejuízos da unidade de negócios durante os primeiros sete meses do ano mais a da empresa autónoma nos cinco restantes totaliza mais de 30 milhões de resultados negativos. Ou seja, mais cinco milhões de prejuízos do que no ano anterior.

No ano em vigor tem sido notório o decréscimo de transporte de carvão de Sines para o Pego (Abrantes), que é o maior negócio da CP Carga, mantendo-se a fase recessiva da economia, o que indicia prejuízos maiores e o recurso já aos empréstimos bancários, menos de um ano antes de ter sido criada. Optimista, o seu presidente diz que espera alcançar o break-even em cinco anos.

A CP Carga faz parte do pacote de empresas a privatizar a cem por cento, inscritas no Plano de Estabilidade e Crescimento, mas nem a CP nem o Ministério das Obras Públicas e Transportes responderam às questões do PÚBLICO sobre como seria privatizada esta empresa deficitária.





Carlos Cipriano
in Publico







Especial Museu Nacional Ferroviário / Vapor

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-- Museu Nacional Ferroviário -  "La Liliputienne - Uma Prenda Régia" --
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No passado dia 10 de Junho o Museu Nacional Ferroviário, no
Entroncamento, inaugurou a exposição "La Liliputienne - Uma Prenda
Régia". A exposição tem como principal atracção a locomotiva de vapor
vivo à escala,  construída em França no ano de 1846. E oferecida pelo
rei D. Luís Filipe de França, ao  infante D. Luís, em 1859.
 
 
De destacar na exposição a parte dedicada ao Comboio Real com
informação sobre a máquina e carruagens. Um apontamento video sobre os
vários momentos de restauro, transporte e embarque em Portugal na
perspectiva dos intervenientes. Está disponível um CD ROM com o título
"Restauro do Comboio Real" que compila fotografia, texto e video. Em
biografia do Comboio Real e cada um dos seus elementos, etapas do
restauro e transporte, video "Destino Utrech".
 
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Museu Nacional Ferroviário - PressRealease - “Caminhos de Ferro em
Portugal: do projecto à prática” -" (...) foi tratar dois conjuntos
documentais relevantes para a história dos caminhos-de-ferro em
Portugal, o subfundo arquivístico Comité de Paris (1860-1930), e o
periódico Gazeta dos Caminhos de Ferro (1888-1971), tendo como
propósito final a divulgação e acesso via WEB das imagens e respectiva
metainformação. (...)" - http://bit.ly/ctP7za
--
Museu Nacional Ferroviário - Dia 25 de Junho, pelas 18h30, na Sala do
Arquivo dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, terá
lugar a apresentação dos resultados finais do projecto “Caminhos de
Ferro em Portugal: do projecto à prática” - Convite -
--
 
 
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--- FESTIVAL VAPEUR Á PUGET-THÉNIERS (Alpes Maritimes) ---
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Por mail chegou a solicitação para divulgar  FESTIVAL VAPEUR Á
PUGET-THÉNIERS - http://bit.ly/926CQz, que vai acontecer em França nos
próximos dias 19 e 20 de Junho nos  "Alpes Maritimes". De destacar que
uma das principais presenças vai ser uma Locomotiva de via estreita
que circulou no Norte de Portugal, a CP E 211 ( http://bit.ly/926CQz
). Esta locomotiva foi vendida em 2005 à associação "Groupe d'Etude
pour les Chemins de fer de Provence" ( http://bit.ly/9Pznit ) que
procedeu à sua recuperação ( http://bit.ly/cxuJhZ ). O dia 19 de Junho
vai ser o dia de estreia.
 


Recordaçoes Ferroviarias