terça-feira, 29 de junho de 2010

Recordaçoes Ferroviarias



Postal Ferroviario

Clube de Entusiastas dos Caminhos-de-ferro - Passeio de Aniversário

A Associação de mote ferroviário Clube de Entusiastas dos
Caminhos-de-ferro ( C.E.C. ) festejou 21 primaveras. Para sublinhar a
data organizou no dia 19 de Junho um passeio até ao Vale do Vouga.
O ponto de encontro e partida aconteceu na Estação de Aveiro, com
viagem de "Vouguinha" no ramal de Aveiro da Linha do Vouga, até
Águeda. Visita ao Museu da Macinhata do Vouga e  Estação de Sernada do
Vouga. O almoço de convívio aconteceu na Estalagem de Pateira de
Fermentelos.
 
 
  De sublinhar o encontro e convívio motivado pelos Caminhos-de-ferro.
Sem esquecer uma nota de agradecimento ao C.E.C. pelo dia e convite
para acompanhar este evento.
 


O C.E.C. ( http://bit.ly/cFs11G ) tem desenvolvida uma grande
existência na Internet, expressa no Youtube ( http://bit.ly/a2T4mv ),
Facebook ( http://bit.ly/av8gZr ) e Fotopic ( http://bit.ly/ao5Pus ).
--
Núcleo do Museu dos Caminhos-de-ferro de Macinha Vouga - http://bit.ly/a17nh0
--
Fica o caminho para uma visita à página da Estalagem de Pateira de
Fermentelos - http://bit.ly/a9IrZ8

Rui Ribeiro

ACÇÃO DE PROTESTO CONTRA A FALTA DE POLICIAMENTO

ACÇÃO DE PROTESTO CONTRA A FALTA DE POLICIAMENTO
Nas últimas semanas registámos um agravamento das condições de segurança nas estações e principalmente no interior dos comboios um pouco por todo o país, com mais incidência nas Linhas Urbanas Sintra/Cascais/Azambuja/Barreiro.
Diariamente utentes e trabalhadores são vítimas de agressões, assaltos, injurias etc…, realizados por grupo de jovens (gangs) que escolhem os comboios e estações da CP como zona de acção para a prática dos mais diversos crimes.
São GRUPOS de criminosos que estamos de facto a falar, contra cidadãos.
No entender dos associados do SFRCI, a melhoria das condições de segurança das linhas Urbanas da CP, passa pelo reforço de efectivos de Agentes credenciados (PSP/GNR) para os combater.
Como tal o SFRCI, para além de já ter feito denúncia da situação ao Ministério da Administração Interna, desenvolveu contactos com o Sindicato dos Profissionais de Policia (SPP), para a realização de uma ACÇÃO DE PROTESTO CONJUNTA, no dia 01 de JULHO de 2010, entre as 10h30 e as 15h00 na Estação do ROSSIO e entre as 16h30 e as 20h00 na Estação do Cais do Sodré.
Esta concentração, irá contar com a presença dos nossos associados que estão de descanso/férias, etc vindos de todo o país, associados do SPP, comissões de Utentes e todos aqueles que desejem juntar-se a esta acção de protesto contra a falta de segurança.
A acção de protesto tem como principal objectivo alertar os responsáveis, para a necessidade de reforço urgente de Agentes de Autoridade, a fim de se prevenir a repetição de crimes graves contra os Utentes e Trabalhadores da CP.
1 DE JULHO DE 2010
 ROSSIO  10h30-15h00
 CAIS DO SODRÉ  16H30-20H00
POR MAIS POLICIAMENTO NOS COMBOIOS DA CP
JUNTA-TE AO PROTESTO

Primeiro ataque a comboio das praias

Gangue de 40 ataca passageiros da Linha de Cascais



O assalto aos passageiros da carruagem de um comboio, na Linha de Cascais, anteontem, sábado, protagonizado por dezenas de jovens, é o primeiro do género registado este Verão, mas tem sido prática comum em anos anteriores. A PSP até já estava de prevenção.
O grupo, composto por cerca de 40 jovens, vinha da praia, tal como a maioria dos passageiros atacados. O ataque terá sido decidido na altura e não planeado.
Com o início da operação "Verão Seguro" veio o reforço de policiamento nos principais pontos de entrada e saída de passageiros dos transportes públicos, nomeadamente na Linha de Cascais.
E anteontem foi a primeira vez que o dispositivo gerou efeitos, com a detenção e identificação de sete jovens, todos suspeitos de estarem implicados no assalto, ocorrido cerca das 20 horas.
O comboio em causa vinha de Cascais e tinha já recolhido passageiros em várias praias da Linha. O grupo terá entrado junto numa das estações e todos os jovens que o integravam ter-se-ão juntado na praia para regressar a casa, na zona de Sacavém. Não está ainda claro o local em que os assaltos tiveram lugar nem quanto tempo duraram, sempre sob coacção física.
Sabe-se apenas que só na estação de Alcântara a PSP foi alertada para o sucedido. Aparentemente, terá sido um passageiro vítima de roubo e que desembarcou naquela estação a avisar as autoridades.
O grupo saiu também na referida estação de comboios e dirigiu-se para a paragem do autocarro 28, quando foi detectado por agentes à civil da PSP, que estão envolvidos na estrutura de prevenção.
Foram estas equipas da investigação criminal que, alertadas para a presença do gangue em Alcântara, acabaram por localizar os suspeitos, chamando então reforços de esquadras de Intervenção.
No entanto, apenas sete dos elementos do grupo acabariam por ser detidos e identificados. Três deles foram detidos e serão hoje presentes a tribunal. Os outros quatro, por serem menores de idade, foram entregues aos pais.

CARLOS VARELA
in Jornal de Noticias

Os ferroviarios 150 Anos

A nao perder, colectania de fotos unicas com a historia ferroviaria








http://barreiroweb.com/images/151ferro/

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"Foi um herói para perder a vida assim"


Veste-se de preto há tempo demais, tantas têm sido as perdas. Aos 63 anos, Conceição Alves chora a morte de mais um filho. "O que eu passei para os criar e vê-los agora partir assim.... é muito doloroso... custa muito aguentar".
Conceição olha as últimas fotografias tiradas por Fernando, o filho do meio. O mais velho "foi assassinado aos 26 anos", agora Fernando, 37 anos, morreu debaixo de um comboio. "Foi um herói para perder a vida assim, deste jeito" diz em jeito de pedido de desculpa.
Sem tirar os olhos das fotografias, Conceição revela que ficou viúva aos 37 anos. O marido, também ele trabalhava para a CP no Entroncamento, perdeu a vida num acidente às portas de casa, em Fazendas, freguesia de Ponte de Sor. Criou os três filhos rapazes sozinha. "O que eu passei para os criar.... nem imagina", vai dizendo, enquanto passa as mãos pela fotografia de Fernando. "Esta foi tirada no dia do casamento dele", conta.
Apesar da dor, Conceição acede a conversar mais um pouco. Vive com o filho mais novo, a nora e dois netos. "São a alegria desta casa", assegura, revelando que Fernando também tem dois filhos, a Beatriz, de 5 anos, e o João Pedro, de 9 anos. "São muitos agarrados ao pai e o pai tinha uma verdadeira loucura pelos filhos".
As lágrimas voltam a cair e Conceição diz que os dois netos vão ser acompanhados por psicólogos da REFER. "A Psicóloga telefonou à mãe e disse-lhe que ela tinha de contar o que aconteceu ao pai e os filhos é que decidiam se queriam ou não ir ao funeral", conta, adiantando que "a psicóloga disse que só podia vir cá a casa na próxima terça-feira".
Fernando Matos trabalhava há mais de 15 anos na REFER. Ontem, terminava o turno às 13 horas e regressava a casa, em Barrogueira, Ponte de Sor, para descansar. Entraria novamente ao serviço à meia-noite.
No Pátio do João da Luz, nos Riachos, a família de Olga e António vai começando a chegar ao final da manhã. Irmãos, primos, sobrinhos choram inconformados a perda dos idosos. "Eles iam a Lisboa ter com os filhos da Olga", revela uma vizinha, adiantando que os dois irmãos viviam ali sozinhos "há muito tempo" e, apesar da família "ser grande", os vizinhos acabavam por ser a companhia dos irmãos.
Olga e António deslocavam-se uma vez por mês a Lisboa, "para ir dar a reforma aos três filhos que vivem lá", diz uma moradora.

Alexandra Serodio 
in Jornal Noicias






Descansa em paz amigo foste vítima do teu altruísmo eras um Homem com H bem grande





A suspeita de uma doença de coração, há nove meses, foi o susto da vida de Fernando Matos, funcionário da Refer há 15 anos. E agora, despistado o perigo, esperava ver crescer os filhos João e Beatriz, nove e cinco anos, até que ontem de manhã foi atraiçoado pelo destino, ao tentar salvar dois idosos, irmãos, na linha férrea do Norte, na estação de Riachos, Torres Novas. Morreram os três, trucidados pelo comboio SudExpress que passou a 160 km/h.

Fernando Matos, 37 anos, escorregou na passagem pedonal, em madeira, antes de conseguir avisar os dois irmãos, António e Olga Lopes, de 80 e 78 anos, do perigo iminente. O funcionário da Refer tentou salvá-los mas foram os três colhidos – ficando os corpos desfeitos e espalhados pela linha. O maquinista, que terá apitado ao aproximar-se daquela estação, só conseguiu parar o comboio 800 metros após atropelamento.

"Morreu com a idade do pai", diz, entre lágrimas, a mãe de Fernando, Conceição Rico Matos, contando que um acidente lhe levou o marido aos 37 anos e agora fica sem o filho mais velho. "Foi uma morte horrível. Um gesto tão bonito que ele teve, de ajudar os dois idosos, não devia resultar numa tragédia destas". Há uns meses, o operador de manobras da Refer, que reside em Ponte de Sor com a mulher e os dois filhos menores, receou ter um problema no coração, que afinal não se comprovou. Ao saber que os resultados dos exames não confirmaram as suspeitas do médico, disse, a sorrir, à mãe: "Pensava que ia morrer com a idade do pai, mas afinal ainda tenho uns anos pela frente."

Ontem, Fernando Matos saiu de casa bem cedo para mais um dia de trabalho. Pouco depois de chegar à estação do Entroncamento, local habitual de trabalho, seguiu para Riachos. Viria a ser colhido mortalmente pelo comboio SudExpress, proveniente de Paris com destino a Lisboa, pouco depois das 09h30.

Os 40 passageiros do comboio internacional não se terão apercebido do acidente e seguiram viagem passado pouco tempo, num autocarro fretado pela CP. A circulação na Linha do Norte esteve interrompida até às 14h30.

DISCUTIRAM NO MEIO DA LINHA

Os dois irmãos, Olga e António Lopes, viviam em Riachos, na casa onde a mulher criou oito filhos, de dois casamentos. Ontem de manhã, Olga Lopes ia viajar para Lisboa, para passar uns dias com os filhos, e queria que o irmão também fosse. Este acompanhou-a à estação, mas estava renitente em viajar, o que terá motivado uma pequena discussão no meio da linha. "Falei com ela ao telefone terça-feira, estava feliz, não merecia uma morte tão triste", disse o filho António, que a esperava no Cacém. 


CP Carga já está em falência técnica

A CP Carga, uma sociedade anónima do grupo CP criada em Agosto do ano passado, chegou ao fim de 2009, após cinco meses de actividade, com 14 milhões de euros de prejuízo.


Actualmente, a empresa já consumiu os seus capitais próprios, pois os resultados líquidos negativos já ultrapassam os cinco milhões de capital social mais os 15 milhões de prestações acessórias com que iniciou a sua actividade. Os prejuízos são explicados pela recessão económica, que levou a um abrandamento da actividade industrial, logo à necessidade de transportar.

Este decréscimo verificou-se tanto em Portugal como no mercado ibérico. A CP inaugurou no ano passado um serviço em parceria com a Renfe, denominado Iberian Link, que não teve os resultados esperados.

Nos seus primeiros cinco meses de actividade (entre Agosto e Dezembro de 2009), a CP Carga teve proveitos de 25 milhões de euros, mais de metade dos quais provenientes do transporte de carvão, contentores e cimento. A excessiva dependência de um número restrito de clientes (Tejo Energia, Cimpor, Secil e MSC - Mediterranean Shipping Company) é considerada um dos seus pontos fracos e uma das razões apontadas para a autonomização deste negócio com vista a alargar o mercado.

Do lado da despesa, a empresa gastou 39 milhões de euros nos cinco meses de actividade em 2009, dos quais 14,4 milhões (36 por cento) dentro do próprio sector ferroviário: 5,5 milhões pagaram serviços e taxa de uso (portagem) à Refer e 8,9 milhões pagaram serviços à CP, parte dos quais gastos no arrendamento de locomotivas à CP Frota (unidade de negócios que gere o material circulante). Doze milhões de euros (30 por cento dos custos) representam despesas com salários.

Quando a CP Carga iniciou a sua actividade, herdou um conjunto de activos e passivos da unidade de negócios de mercadorias que valem 66 milhões de euros do seu passivo.

Mas a herança mais pesada parece ter sido o próprio modus operandi do transporte de carga em caminho-de-ferro, que acumula prejuízos. Segundo o presidente da CP Carga, José Soares, em 2008 este actividade gerou perdas de 25 milhões de euros e em 2009 a soma dos prejuízos da unidade de negócios durante os primeiros sete meses do ano mais a da empresa autónoma nos cinco restantes totaliza mais de 30 milhões de resultados negativos. Ou seja, mais cinco milhões de prejuízos do que no ano anterior.

No ano em vigor tem sido notório o decréscimo de transporte de carvão de Sines para o Pego (Abrantes), que é o maior negócio da CP Carga, mantendo-se a fase recessiva da economia, o que indicia prejuízos maiores e o recurso já aos empréstimos bancários, menos de um ano antes de ter sido criada. Optimista, o seu presidente diz que espera alcançar o break-even em cinco anos.

A CP Carga faz parte do pacote de empresas a privatizar a cem por cento, inscritas no Plano de Estabilidade e Crescimento, mas nem a CP nem o Ministério das Obras Públicas e Transportes responderam às questões do PÚBLICO sobre como seria privatizada esta empresa deficitária.





Carlos Cipriano
in Publico







Especial Museu Nacional Ferroviário / Vapor

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-- Museu Nacional Ferroviário -  "La Liliputienne - Uma Prenda Régia" --
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No passado dia 10 de Junho o Museu Nacional Ferroviário, no
Entroncamento, inaugurou a exposição "La Liliputienne - Uma Prenda
Régia". A exposição tem como principal atracção a locomotiva de vapor
vivo à escala,  construída em França no ano de 1846. E oferecida pelo
rei D. Luís Filipe de França, ao  infante D. Luís, em 1859.
 
 
De destacar na exposição a parte dedicada ao Comboio Real com
informação sobre a máquina e carruagens. Um apontamento video sobre os
vários momentos de restauro, transporte e embarque em Portugal na
perspectiva dos intervenientes. Está disponível um CD ROM com o título
"Restauro do Comboio Real" que compila fotografia, texto e video. Em
biografia do Comboio Real e cada um dos seus elementos, etapas do
restauro e transporte, video "Destino Utrech".
 
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Museu Nacional Ferroviário - PressRealease - “Caminhos de Ferro em
Portugal: do projecto à prática” -" (...) foi tratar dois conjuntos
documentais relevantes para a história dos caminhos-de-ferro em
Portugal, o subfundo arquivístico Comité de Paris (1860-1930), e o
periódico Gazeta dos Caminhos de Ferro (1888-1971), tendo como
propósito final a divulgação e acesso via WEB das imagens e respectiva
metainformação. (...)" - http://bit.ly/ctP7za
--
Museu Nacional Ferroviário - Dia 25 de Junho, pelas 18h30, na Sala do
Arquivo dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, terá
lugar a apresentação dos resultados finais do projecto “Caminhos de
Ferro em Portugal: do projecto à prática” - Convite -
--
 
 
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--- FESTIVAL VAPEUR Á PUGET-THÉNIERS (Alpes Maritimes) ---
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Por mail chegou a solicitação para divulgar  FESTIVAL VAPEUR Á
PUGET-THÉNIERS - http://bit.ly/926CQz, que vai acontecer em França nos
próximos dias 19 e 20 de Junho nos  "Alpes Maritimes". De destacar que
uma das principais presenças vai ser uma Locomotiva de via estreita
que circulou no Norte de Portugal, a CP E 211 ( http://bit.ly/926CQz
). Esta locomotiva foi vendida em 2005 à associação "Groupe d'Etude
pour les Chemins de fer de Provence" ( http://bit.ly/9Pznit ) que
procedeu à sua recuperação ( http://bit.ly/cxuJhZ ). O dia 19 de Junho
vai ser o dia de estreia.
 


Recordaçoes Ferroviarias

domingo, 13 de junho de 2010

Os comboios já não param no Alentejo

A automotora é usada diariamente por dezenas de estudantes

O Alentejo perde a ligação intercidades por um ano. Mas a CP decidiu manter as carruagens entre Casa Branca e Beja: eis a viagem com as pessoas que as utilizam há 30 anos


Foi por pouco. A CP tinha anunciado a suspensão da circulação de todos os comboios no troço que liga Casa Branca a Beja, já a partir de segunda-feira, mas recuou na decisão, depois de ouvir as reivindicações dos autarcas da região. Já a suspensão dos intercidades em toda a linha do Alentejo pelo período de um ano é para manter. Tudo por causa das obras de electrificação e modernização da linha que liga Lisboa a Évora. Esta semana o i apanhou o comboio em Casa Branca e viajou até Beja. A automotora Allan, com 96 lugares, desdobra-se em viagens, a rasgar a planície alentejana. Os 58 minutos de trajecto passam a correr e há quem faça a viagem diariamente há 35 anos. E tema pelo fim da linha.

8h18. Casa Branca A estação fica no Largo 1.o de Maio, que liga à Rua 25 de Abril. Casa Branca é um aglomerado de meia dúzia de casas erguidas à beira da linha férrea, mas a afluência de passageiros que chegam das freguesias vizinhas é suficiente para que a taberna Oliveira possa competir, lado a lado, com o café Manuel. Três mulheres, vestidas com batas floridas, estão sentadas em frente à estação. Nenhuma sabe dizer como se chega a Beja de carro. "Mas olhe que não precisa", exclama uma. "Daqui a pouco chega aí o comboio e é um instantinho."

Dentro da automotora Allan os lugares estão quase todos vazios. Maria tem 40 anos e saiu de Lisboa há mais de seis, "cansada da confusão". Arranjou emprego em Beja e todos os dias faz a viagem desde Vendas Novas. Até ao mês passado, antes de o intercidades ter sido suprimido, o percurso era directo. Agora tem de pegar no carro e fazer 30 quilómetros para apanhar o regional em Casa Branca. É temporário, garante a CP. Mas "em Portugal as obras nunca se fazem no tempo previsto, por isso será por muito mais tempo", responde Maria.

Poucos lugares atrás, António Cesário, 71 anos, ajeita a mochila do farnel e entretém-se a descascar laranjas. Reformou- -se "ainda nos anos 90" e dedicou-se à agricultura. Desde 1992 apanha o comboio todos os dias em Pinhal Novo e segue até Vila Nova da Baronia, onde tem estacionado o tractor que o levará à horta. Desde Maio, os intercidades foram substituídos por autocarros. Só em Casa Branca é que António Cesário apanha a automotora. "Assim demoro muito mais tempo, mas não me importo. Quero é que me garantam que consigo vir. Qualquer dia ainda acabam com isto tudo", queixa-se.

8h28. Alcáçovas Luís Rosado, 35 anos, entra apressado no comboio. Destino: Beja. De carro, explica o GNR, seriam 70 quilómetros. "Mais de 150 euros de gasolina por mês, uma renda", garante. Por isso o comboio é indispensável - o passe fica por 69 euros mensais. A automotora começa a encher e Luís partilha o banco com Maria Antónia Serrão e Rosa Ova, de 72 e 62 anos. Seguem, as duas, para Beja: uma vai ao médico, a outra vai visitar a mãe que "está hospitalizada". Não têm o hábito de viajar de carro. "O comboio serve-nos para tratar de tudo", garantem as reformadas. O pior será quando precisarem de ir a Lisboa: com o fim dos intercidades, os passageiros deste troço vêm-se obrigados a descer para sul, até Beja. Só aí poderão apanhar o autocarro que os levará à Gare do Oriente. "Andamos muitos quilómetros para trás e os horários foram mal calculados. Voltar no mesmo dia é quase impossível", contam.

8h41. Vila Nova da Baronia Ao lado do café Boa Viagem, Joaquim Santos, o presidente da junta, garante que a sua estação "mete 50 pessoas" por dia no comboio. Vêm da freguesia e das terras vizinhas. Quando o intercidades desapareceu, liderou um abaixo-assinado "que já foi entregue a quem de direito". "Para que queremos um serviço daqui a um ano se vamos estar um ano sem serviço?", pergunta, antes de começar a explicar que Baronia teve sempre uma "forte ligação" à linha. Chegou a ter "dezenas de ferroviários". Hoje são "uma dúzia" num universo de 1300 habitantes. Os jardins da estação estão perfeitamente arranjados, o que contrasta com as portas verdes de madeira do edifício principal, meio carcomidas. É Vítor Rolim, 54 anos e 26 ao serviço dos comboios, quem cuida do jardim. E da limpeza da estação. E ainda ajuda nas manobras. O pai, também natural de Baronia, já era ferroviário e trabalhava nas obras metálicas. "Pintava pontes e assim." Vítor deixou a escola aos 13 anos. Vendeu peixe, trabalhou nas obras no Algarve, foi funcionário da Câmara do Alvito e ainda foi à tropa. Aos 20 e poucos anos agarrou-se ao ofício do pai. Em "mil nove e oitenta e cinco" tornou-se auxiliar de manobrador. Esteve 13 anos na estação de Bombel, "mas aquilo fechou". Fez oito anos em Maio que está em Baronia. Ver os comboios desaparecer, aos poucos, causa-lhe "alguma tristeza". Sobra o desabafo: "Estou a dez anos da reforma. E se fecham isto?"

8h49. Alvito Desactivada há cerca de 20 anos, a estação fica a quatro quilómetros da vila. O edifício, abandonado, só tem como vizinhança uma fábrica de bagaço. Mesmo assim os comboios continuam a parar e não faltam passageiros. Um homem com quase 40 anos, de mãos dadas com a filha, de quatro, apressa-se para apanhar a automotora. Diz só que vai a Beja "entregar uns documentos à companhia de seguros". À chegada a Alvito a automotora já vai quase cheia. E António Costa, o revisor de 52 anos, que já conta 25 de carreira, garante que "até está pouca gente".

9h00. Cuba É aqui que termina a viagem de António Manhita. Tem 59 anos e faz a linha, diariamente, há 35. Conhece quase todos os passageiros. É revisor de material da CP, esteve a trabalhar de noite e vem do Poceirão, agarrado a um livro de bolso com uma história de cowboys. Agora a viagem até casa demora duas horas - porque desde Maio tem de apanhar o autocarro de substituição até Casa Branca. Cuba é a freguesia com maior tradição de ferroviários em todo o Alentejo - há uns anos eram mais de 50, hoje são 16. Só em casa da família Manhita há dois. O filho de António, Vítor, tem 28 anos e seguiu-lhe as pisadas. "Não entendo porque é que suprimiram os comboios entre Lisboa e Évora. Quando fizeram obras no Sado e no Tua não acabaram com a circulação", critica. E deixa um desabafo: "Se calhar, o intercidades nunca mais vai voltar."

9h14. Beja É o fim da linha e a viagem de Francisca Bicho, professora de História, termina aqui. Veio de Cuba para dar aulas no liceu de Beja. "O Alentejo é sempre esquecido. Ninguém pergunta se o intercidades faz falta. O comboio tem um papel social que não pode ser esquecido", defende. "O problema é que os alentejanos são pacíficos, porque se fosse no Norte isto não tinha ficado assim", avisa. A colega Paula Oliveira, professora de Inglês, embarcou em Baronia e conta que está a equacionar mudar-se para a capital de distrito, "caso os comboios deixem de circular entre Casa Branca e Beja". Não vai ser preciso. A suspensão estava marcada para segunda-feira mas, cinco dias antes, a CP recuou na decisão.



por Rosa Ramos

REFER tem 158 lugares de chefia

SECTOR EMPRESARIAL DO ESTADO

PSD denuncia excesso de chefias e salários "muito elevados" nas empresas do Estado


REFER tem 158 lugares de chefia e a Aeroportos de Portugal paga salários de 8224€. Estes são os casos mais polémicos nas empresas públicas

"Tinha sido chamada a nossa atenção para os elevados salários praticados nas empresas públicas e, depois de pedirmos informações, constatámos a existência de remunerações muito elevadas, superiores às dos próprios administradores das empresas", refere ao i o deputado Adriano Rafael Moreira.

No âmbito da comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, o governo foi questionado sobre a remuneração das chefias de várias empresas públicas tuteladas pelo Ministério das Obras Públicas. A ANA - Aeroportos, a Naer - Novo Aeroporto, a ANAM (Aeroportos da Madeira), a REFER (Rede Ferroviária Nacional), a Metro Lisboa, a Carris e a STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) enviaram as informações solicitadas pelos deputados do PSD. De fora ficaram a RAVE, a TAP, a Metro do Porto, a CP, os CTT e as Estradas de Portugal, que até ao momento não responderam à solicitação.

Nas sete empresas públicas há em média 60 cargos de chefia, destacando-se da média a REFER com 158 (num total de 3497 trabalhadores a 31 de Dezembro de 2009) e a ANA, com 115 cargos de direcção, quando a empresa tinha 2623 trabalhadores no final do ano passado.

No que se refere aos rendimentos, ao nível mais elevado de chefia corresponde, em média, um salário bruto mensal de 6316 euros, praticando a ANA o valor mais elevado, de 8224 euros.

"Este pedido de informação foi feito em nome da transparência", refere o deputado, "uma vez que estes valores não são públicos." "Quando há sacrifícios, têm de ser para todos", garante Adriano Rafael Moreira, e, como tal, o PSD entrega hoje no Parlamento um requerimento onde pergunta ao governo se "tem intensão de dar orientações expressas às empresas que tutela no sentido da redução do número de chefias e do valor dos salários praticados". "Verificámos que estes salários elevados, superiores ao tecto imposto aos políticos e aos gestores públicos, são na sua maioria de assessores e de chefias funcionais, que não estão incluídas nas estruturas orgânicas das empresas e não têm chefiados."

PSD prepara proposta "Vamos tentar aprovar na Assembleia da República uma resolução que obrigue o governo a celebrar um contrato de serviço público com todas as empresas que tutela", refere Adriano Rafael Moreira. O deputado, eleito pelo círculo do Porto, avança que o projecto deverá dar entrada nas duas próximas semanas e pretende "que o governo seja incitado a olhar para o sector empresarial do Estado, que tem sido deixado ao abandono".

O total das dívidas das empresas públicas já superou os 20 mil milhões de euros, refere o deputado, "mas como este valor não conta para a dívida pública o governo descura-o". Porém, "este montante é contabilizado no endividamento externo do país e tem de ser urgentemente reduzido".

Se o governo celebrasse contratos de serviço público com as empresas do Estado, "era exequível que estas tendessem para o equilíbrio financeiro", defende, "uma vez que seriam sujeitas a avaliação financeira e teriam objectivos quantificáveis". "Neste momento não há um critério para definir o valor das transferências do Estado para as empresas ou um limite de endividamento". Se estivesse estipulado o montante máximo de subsídio estatal, a empresa teria de encontrar receitas para cobrir o restante necessário ao exercício.


por Filipa Martins

Ferroviários recordam a Linha do Oeste e receiam pelo seu futuro

Com a chegada do Verão multiplicam-se os habituais reencontros entre "velhos" colegas de trabalho. Foi o que aconteceu no passado sábado, 29 de Maio, onde cerca de 50 ferroviários da Linha do Oeste, reformados e no activo, organizaram um almoço no Salão Milénio (Hotel Internacional das Caldas) para um encontro de várias gerações, mas com uma coisa em comum - o amor pelo caminho-de-ferro.

Manuel Marques Neves, 80 anos, 39 anos ao serviço da CP. Manuela Gomes Pedrosa, 65 anos, 40 anos ao serviço da Refer. Lino Gomes Veríssimo, 70 anos e 38 anos de trabalho. Arménio Neves, 46 anos e "ainda" com 22 anos de serviço. À primeira vista, as identidades de cada um poderão não dizer nada. Mas cada um tem uma história de vida para contar.
Reformado há 23 anos, Manuel Marques Neves não esquece a época difícil do final da década de quarenta, em que não havia muitas outras saídas profissionais, sendo a CP um porto seguro em termos de estabilidade de emprego, apesar dos baixos salários. "Em 1948 vivia-se com muita dificuldade", afirma. "Era uma crise tão grande só equiparada à que hoje assistimos. Não havia empregos. E como não tinha outra alternativa, nesse mesmo ano, fiz o pedido para praticante de factor", conta o antigo ferroviário. Fez as provas escritas, orais, exames médicos e no ano seguinte, foi colocado na estação de Alhadas (freguesia da Figueira da Foz) onde esteve oito meses "à prática, sem ganhar um tostão".
Só em 1950, começou "à séria" a sua carreira na ferrovia. Foi transferido para a estação de Pampilhosa, seguiu para a estação da Amadora - onde esteve durante 16 anos -, seguindo-se até ao fim da sua carreira sempre estações da linha do Oeste: Amieira, Martingança, Torres Vedras e Leiria. "No dia 1 de Fevereiro de 1987 deixei de trabalhar para a CP. Foram 39 anos a aguentar os encargos de ser chefe de estação", declara Manuel Marques Neves.
Nos anos sessenta ir para o caminho-de-ferro (para a "Companhia" como então se chamava) era sinónimo de emprego com o futuro. Era assim que pensava Manuel Gomes Pedrosa. "Naquela altura era uma carreira aliciante pois nas aldeias quem prevalecia era o chefe da estação e o pároco da paróquia", diz entre risos. "E como era uma carreira em que se ia sempre progredindo e que dava valor a quem trabalhava, eu decidi que era o melhor para mim. Fui estudando, concorrendo e até assinei uma declaração em como não tinha ideias subversivas por causa do antigo regime", explica Manuel Gomes Pedrosa. Chegou a ser promovido a chefe de estação, cargo com que sempre sonhara, mas que acabou por lhe ser retirado, devido a assuntos sindicais. "Quando fiz 60 anos achei que estava concluído o meu serviço: missão cumprida", afirma com satisfação por ter tido a oportunidade de percorrer o país de Norte a Sul. "Confrontámo-nos com várias culturas e não tenho razão de queixa do povo que conheci".
Apegados também às gentes da zona do Oeste são Lino Gomes Veríssimo e Arménio Neves. O primeiro recorda com nostalgia o tempo em que foi controlador de circulação na estação de Leiria. "A estação de Leiria tinha um grande movimento comercial e até nem era nada inferior à estação de Coimbra", conta, lembrando os enormes vagões com tractores agrícolas, que vinham da antiga Checoslováquia.
Arménio Neves também se enamorou pela Linha do Oeste. Ingressou na ferrovia por descendência familiar e sempre "vivi ao lado dos comboios", visto que naquele tempo as esposas não podiam ser empregadas e eram obrigadas a "seguir os maridos" por causa do mito de que o homem é que tinha de sustentar a casa. Ainda trabalhou numa empresa privada, mas os caminhos-de-ferro falaram mais alto. "Em 1987 houve um curso para auxiliar de estação, do qual concorri. E ao mesmo tempo que estava a estudar fui estagiar para o sistema de sinalização da Linha do Oeste, onde me agradou o ambiente familiar que encontrei na estação de Leiria", conta. Quando abriu uma vaga na estação da Martingança, Arménio Neves não pensou duas vezes: foi para lá, mesmo indo a casa todos os dias em Tomar, onde só cinco anos depois resolveu mudar-se de malas e bagagens para a freguesia de Alcobaça.
Mas a vida de controlo de circulação, nem sempre traz boas recordações para estes ferroviários. Histórias marcantes há muitas, mas as que vêm à memória mais rapidamente são as mais trágicas. Manuel Gomes Pedrosa não esquece o dia 23 de Fevereiro de 1973, em que dois comboios chocaram entre Leiria e Monte Real. "Eu era o chefe de estação em Leiria e sabia que os comboios iam embater, mas como não haviam os meios adequados como há hoje, não tivemos forma de informar os maquinistas", diz.
Porém, hoje a tristeza é outra e resume-se à própria Linha do Oeste. Manuel Marques Neves vê o caminho-de-ferro com saudosismo por causa do fecho repentino das estações. "E aquelas que estão abertas nem bilhetes vendem, e também já não fazem despachos", lamenta.
Já Manuel Pedrosa refere que "os comboios não são adequados aos horários das pessoas", realçando que "antigamente trabalhava-se com amor à camisola".
Quanto a soluções para a Linha do Oeste, Lino Gomes Veríssimo diz que "isso é pergunta de difícil resposta nos dias que correm, em que todos têm automóveis, há mais transportes nos centros urbanos, e é claro que as populações distantes das estações esquecem-se dos caminhos-de-ferro".
Arménio Neves, por seu turno, afirma que falta à Linha do Oeste material circulante moderno e que se devia apostar mais como sub-carrego da Linha do Norte, assim como melhorar as acessibilidades ao nível do turismo. "Tenho saudades de encontrar estações com agentes de serviço", declara Arménio Neves. "Cada vez mais há estações a fechar que dificulta tanto o sistema de trabalho, como os passageiros, que chegam a uma estação para pedirem informações e não está lá ninguém", diz.
Apesar de todas estas adversidades, estes ferroviários sentem-se felizes por terem "servido os caminhos-de-ferro e a CP". No entanto, não querem "estar parados". Lino Gomes Veríssimo começou a interessar-se pela História de Portugal e Manuel Marques Neves, que só tinha a antiga quarta classe, agarrou-se agora aos livros aos 80 anos e está a concluir o 9º ano de escolaridade. "Mas se calhar não fico por aqui, quero tirar um curso de informática", revela entre risos.
Gazeta das Caldas -  Ferroviários recordam a Linha do Oeste e receiam pelo seu futuro
Gazeta das Caldas - Tânia Marques

Recordaçoes Ferroviarias

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Prenda para o nosso Primeiro Ministro

Os ferroviarios Portugueses importaram da America este aparelhinho que gostariam de oferecer ao Primeiro Ministro "dito Engenheiro" Jose Socrates. 


Fazemos questao que seja o senhor a fazer a viagem inaugural do engenho!






















PS: Como estamos mal de finanças devido ao PEC, a Manuela Moura Guedes generosamente patrocinou a compra do engenho e até juntou um cartaozinho a sugerir onde podes "guardar" o aparelho...

Lá Fora - França, Comboios em França



Não à privatização da linha do Sado

Organizações de trabalhadores e utentes, realizaram, ontem, na estação do Pinhal Novo, uma iniciativa pública de defesa do carácter público da linha do Sado, posto em causa com o anúncio da privatização de empresas e exploração de linhas do sector ferroviário.



"A ofensiva privatizadora de longa duração dos sectores básicos da economia nacional e dos serviços públicos - trave mestra do processo de recuperação capitalista - procura agora, com o assim chamado "Programa de Estabilidade e Crescimento" (PEC), novos alvos, em particular nas linhas ferroviárias suburbanas da Área Metropolitana de Lisboa.
A alteração de estatutos da CP e a correspondente permissão da entrega da CP Carga ao sector privado foram apenas o culminar, num tempo mais recente, dos desígnios a que não escaparam a própria exploração do transporte de passageiros e mercadorias - de que, no primeiro caso, a oferta directa da exploração da linha ligando Lisboa a Setúbal peia travessia do Tejo à Fertagus foi o prenúncio. Enquanto a CP se viu inibida de concorrer à prestação daquele serviço, a Fertagus, empresa privada, não só pratica preços que rondam o dobro dos da empresa pública, como ainda é favorecida por uma política de indemnizações e compensações caso os seus lucros não atinjam metas pré-estabelecidas, sempre em detrimento do bolso dos cidadãos, prejudicando gravemente a economia nacional.
A modernização e a electrificação da Linha do Sado ficaram a dever-se no essencial à luta dos utentes, dos trabalhadores e do Poder Local democrático da Península de Setúbal, apesar de em declarações do Ministério das Obras Públicas e dos Transportes e da própria REFER estas chegaram a estar dependentes dos estudos sobre a terceira travessia do Tejo e da viabilização do TGV, que não podem ser postas em causa pelo que representam para o desenvolvimento económico, assim como para a criação de emprego. Persistem no entanto insuficiências e anomalias, de entre as quais se destacam a ausência de máquinas automáticas em cada um dos cais de embarque, as avarias e ausência de funcionamento regular de elevadores, inexistência de informação preventiva em muitos destes casos, e a falta de estacionamento automóvel dissuasor.
É neste quadro da luta em defesa de um forte sector público, potenciando as ligações entre os transportes ferroviários e o próprio Metro Sul do Tejo, rodoviários e fluviais, que ganha maior pertinência a questão da futura exploração da linha Lisboa - Setúbal hoje ocupada pela Fertagus, uma vez que se esgota, em termos de contrato, o tempo privilegiado com que esta foi escandalosamente contemplada. Assim, exige-se o fim da concessão desta linha aos privados.
Populações, utentes e trabalhadores, os seus movimentos e organizações, Autarquias Locais e outras instituições democráticas, uma vez mais reafirmam a sua recusa da política de privatizações de sectores imprescindíveis à defesa da soberania nacional, do progresso e desenvolvimento do país, da qualidade de vida e direitos de quem trabalha. Recusam uma política de direita ditada pelos interesses dos grandes monopólios e pela submissão à estratégia - da União Europeia. Reafirmam a sua determinação e empenhamento na defesa dá Constituição da República, bandeira da legalidade democrática, e apelam à participação nas de acções  em defesa da Linha do Sado como serviço público."
Autarquias Locais
Comissão de Utentes da Linha do Sado
Comissão de Utentes dos Transportes Margem Sul do Tejo
Sindicato Nacional dos Trabalhadores do sector Ferroviário
União dos Sindicatos de Setúbal