sexta-feira, 5 de março de 2010

Um comboio com lotação esgotada

India Pessoas penduradas em comboios, normalmente, só em filmes de acção. Mas se à primeira vista pode parecer divertido , o caso muda de figura quando ficamos a saber que a rede ferroviária indiana é, a nível mundial, uma das que registam mais vítimas mortais.






DN

Festival Internacional de Chocolate de Óbidos está mais amigo do Ambiente

Este ano, a organização do Festival Internacional de Chocolate de Óbidos, que abre na quinta-feira, quer apostar na sensibilização ambiental a par do design e da criatividade.

“Achamos que o evento deve ser mais amigo do Ambiente e vamos aproveitar para tentar sensibilizar os visitantes para as questões ambientais” disse José Parreira, administrador da Óbidos Patrimonium, organizadora do certame.
Nesse sentido é lançado aos visitantes “o desafio de chegarem de transportes públicos”, no âmbito de um protocolo de colaboração entre a autarquia, a CP e a Rodoviária do Tejo que José Parreira assegura “irão garantir que as pessoas cheguem comodamente a Óbidos de comboio e tenham depois um transfer de autocarro até ao festival”.
Da adesão a estes meios de transporte dependerá “a quantidade de dióxido de carbono que conseguiremos não produzir” e que a empresa pretende contabilizar no final do festival que irá decorrer até 14 de Março.
As quatro grandes tendas que este ano acolhem, no interior da cerca do castelo, os concursos, workshops, esculturas e actividades como as massagens de chocolate e as pinturas corporais, “estão também pela primeira vez equipadas com lâmpadas de baixo consumo, seguindo aquilo que já vem sendo feito com a iluminação pública da vila” refere José Parreira.
A ideia é “transmitir a mensagem que é possível todos contribuirmos para um ambiente mais sustentável” adianta o responsável pelo evento que nos últimos meses envolveu na sua produção duzentos trabalhadores.
Pelo recinto onde estarão patentes cerca de 30 stands de venda, é estimada a passagem de cerca de 200 mil visitantes (entre pagantes e habitantes do concelho e crianças com entradas grátis) ao longo dos onze dias de certame que deverá movimentar 10 toneladas de chocolate.

LUSA

Sinais de embuste


O regresso de Miguel Sousa Tavares à SIC com o seu programa "Sinais de Fogo" é uma boa notícia para a televisão e para o jornalismo, não só porque a investigação séria de assuntos que transcendem a agenda mediática é importante - e basta ver o contraste entre os temas importantes que foram abordados neste primeiro programa e a inenarrável insistência de outros jornalistas nas eventuais contradições sobre o número de mortos na catástrofe da Madeira - mas também porque MST é um excelente entrevistador, capaz de dosear a elegância e a boa educação com o rigor e a severidade das perguntas, como se pode apreciar na sua entrevista ao primeiro-ministro. Infelizmente, e embora Sócrates tenha sido hábil nas respostas, a verdade é que desmereceu a oportunidade desta entrevista, ao tentar justificar as suas decisões mais polémicas através de truques que trazia escondidos na cartola.

Foi isso que ouvimos do primeiro-ministro quando tentou explicar a prioridade que o seu governo atribui ao TGV entre Lisboa e Madrid, depois de MST o ter confrontado com a confissão da sua anterior secretária de Estado, segundo a qual esse projecto seria um investimento de recuperação impossível e com uma exploração naturalmente deficitária. Sócrates respondeu, então, que "as nossas empresas precisam é de estar ligadas aos mercados europeus para que possam colocar os seus produtos de forma rápida, de forma eficiente, junto do consumidor certo, no momento certo" e concluiu depois "não aceitar a nossa condição de país periférico e, por isso, devemos investir na rede de alta velocidade".
Ora, aquilo que o primeiro-ministro afirmou ser o seu desígnio estratégico, que justificaria este projecto e compensaria os sacrifícios que ele implica e que não desmentiu, contrasta com todas as decisões que os seus governos tomaram. É que a linha de alta velocidade entre Madrid e Lisboa, que está em fase de adjudicação, destinar-se-á exclusivamente aos comboios de passageiros. O mesmo sucede com a linha entre Porto e Vigo, que tendo sido inicialmente prevista para tráfego misto, deverá afinal ser projectada, apenas, para passageiros, a fim de reduzir o investimento total, conforme o ministro das Obras Públicas já anunciou.
Aliás, o primeiro-ministro tem que saber que o único investimento ferroviário em curso que permite o tráfego de mercadorias está a ser feito entre Badajoz e Évora, assegurando a ligação a Sines, onde aliás é fácil constatar que não há empresas exportadoras, mas apenas um porto de mar que serve como porta de entrada para importações para Portugal e Espanha. Ainda assim, essa linha de duvidosa utilidade para as nossas exportações está a a ser construída em bitola ibérica, o que quer dizer que as composições que porventura a venham a utilizar não poderão passar para além dos Pirenéus, onde vigora a bitola europeia que, aliás, já foi adoptada pela Rede de Alta Velocidade em Espanha, e que será utilizada em Portugal.
Nas últimas semanas ouvimos dos socialistas explicações inusitadas para justificar os projectos faraónicos. A propósito do TGV, ouvimos no Parlamento o deputado Candal falar das virtudes do projecto para os nossos emigrantes em França, e escutamos o inspirado ministro das Obras Públicas, sugerindo que o TGV irá transformar Lisboa na praia dos madrilenos. Mas, com toda a franqueza, prefiro essas explicações risíveis e imaginativas ao embuste a que o primeiro-ministro recorreu, num tema sério, que devia ser bem explicado aos portugueses.

Rui Moreira
in Jornal de Noticias
 
 
 

Porto Campanha - PSP apanha grupo a bater em jovens


PSP apanha grupo a bater em jovens

Três jovens, de 17 e 18 anos, foram detidos em flagrante por agentes da PSP do Porto a agredir com uma barra de ferro três estudantes, na estação de comboios de Campanhã, anteontem de manhã. Os polícias, que estavam de folga, também foram agredidos quando tentavam separar os grupos.
Os detidos estavam acompanhados de dois adolescentes quando, por razões desconhecidas, começaram a agredir os outros jovens. Enquanto alguns fugiram, três foram apanhados. Ontem foram presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto


A.S.C.
in Correio da Manha

Imagens do Sud Expresso de 01 03 2010

O Novo Sud Express  (ou melhor... Talgo Expresso)
O Bar


O restaurante
A carruagem de compartimentos Gran Class com duche e wc individuais
A carruagem de lugares Sentados

quarta-feira, 3 de março de 2010

CP aluga comboios espanhóis por 30 milhões de euros

A CP vai recorrer a automotoras espanholas em segunda mão para rejuvenescer a sua frota de serviço regional. O negócio prevê o aluguer, por parte da transportadora espanhola Renfe, de 17 automotoras a diesel da série 592 para serem usadas durante cinco anos na rede portuguesa.
A CP pagará 5,35 milhões de euros por ano à transportadora espanhola e o acordo entre as duas empresas prevê a revisão integral das automotoras que será efectuada nas oficinas da Integria (afiliada da Renfe para a manutenção de material circulante).

Um comunicado da Renfe diz que "este contrato vai trazer trabalho para as oficinas da Integria, cujos objectivos estratégicos passam por reconverter a sua divisão industrial, dedicada a fabrico e manutenção, num prestador de serviços de referência para operadores ferroviários".
O mesmo documento refere que será feita "uma renovação completa do ciclo de vida deste material", no qual participarão também técnicos da EMEF (empresa de manutenção da CP) que se deslocarão a Espanha. Numa segunda fase, parte destes trabalhos serão também efectuados nas oficinas desta empresa em Guifões (Porto).
A Renfe assegurará também a formação dos maquinistas portugueses que se deslocarão igualmente a Espanha.
As automotoras 592 são conhecidas em Espanha por "camellos" por os aparelhos de ar condicionado instalados no tecto se parecerem com bossas. Curiosamente são tão antigas como o material que vêm substituir pois datam, tal como as automotoras portuguesas, dos anos oitenta. Foram construídas pela Ateinsa e Macosa (que entretanto foi comprada pela Alstom), mas especificadas com requisitos superiores aos das composições portugueses à data da construção.
As "camellos" foram renovadas e remotorizadas com motores MAN em 1996 e, segundo especialistas espanhóis com quem o PÚBLICO falou, estão em "muito bom estado". O facto de a maioria ter sido retirada de serviço em Espanha deveu-se à compra de material mais moderno para os comboios regionais e suburbanos. Ainda assim, automotoras desta série circulam actualmente nos suburbanos de Múrcia e Valência e em serviços de média distância na região de Madrid.
As primeiras seis automotoras "camello" deverão começar a circular em Portugal em Julho, ainda a tempo de poupar os passageiros dos calores do Verão no vale do Douro, onde substituirão as actuais UTD (unidades triplas a diesel) que estão em fim de vida útil (embora a CP espere poder vendê-las para a Argentina).
O material espanhol irá também substituir as UDD (Unidades Duplas Diesel) na linha do Minho que, por terem ar climatizado, serão transferidas para o Algarve, cujas automotoras não dispõem actualmente desse "luxo".
Para a CP, este negócio é uma forma de colmatar o seu défice de material circulante enquanto não se concretiza o concurso público que está a decorrer para a compra de 74 novos comboios (49 unidades eléctricas para serviço suburbano e 25 automotoras a diesel para serviço regional e de longo curso).
As propostas apresentadas variam dos 319 aos 479 milhões de euros e ainda não foi escolhido nenhum fabricante, pelo que antes de 2013 dificilmente haverá material novo.
Num protocolo firmado recentemente, a Renfe alugou ainda à CP, por 2 milhões de euros, dois comboios Talgo para efectuarem o Sud Expresso (Lisboa-Hendaye). O aluguer inclui a manutenção do material que será feita em Madrid.
A CP e a Renfe assinaram recentemente um acordo de cooperação para a exploração conjunta da ligação Lisboa-Madrid em alta velocidade. O documento prevê o estabelecimento das condições de cooperação entre as duas empresas, nomeadamente o modelo de exploração, a coordenação de serviços e a partilha de receitas e de custos e recursos humanos.
Em todos os países europeus onde há alta velocidade é normalmente a empresa incumbente que explora esse serviço. Em Portugal, no entanto, o Governo ainda não definiu as condições de acesso à rede do TGV que poderão passar por um concurso internacional



Carlos Cipriano
in Publico

Descarrilamento de UDD em contumil



07/08/2008