quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Centenário Sud Expresso vai ser um moderno comboio-hotel a partir de 1 de Março

É uma nova vida para
o comboio nacional “mais
carregado de História”. CP
vai usar Talgos para a sua
ligação diária Lisboa-França
O centenário Sud Expresso, que liga
Lisboa a Hendaya (onde dá ligação
ao TGV para Paris), vai efectuar-se a
partir de 1 de Março com uma composição
moderna que inclui compartimentos
com casa de banho privativa
e duche.
O acordo para o aluguer de dois
comboios Talgo destinados a este
serviço deverá ser amanhã assinado
em Madrid pelo presidente da CP, Cardoso
dos Reis, que tenta desta maneira
dar um novo fôlego a esta ligação
internacional. Em simultâneo, a CP
deverá também alugar automotoras
a diesel espanholas para o serviço regional
em Portugal.
O contrato com a Renfe prevê que
a mesma composição que faz o comboio-
hotel Madrid-Lisboa (Lusitânia
Expresso) prossiga para Hendaya no
horário do Sud Expresso, regressando
no dia seguinte a Santa Apolónia, de
onde partirá novamente para Madrid.
Uma outra composição fará o sentido
inverso desta rotação. Desta forma,
a CP não tem de assegurar a manutenção
dos comboios em Portugal,
tarefa que ficará a cargo das oficinas
da Renfe.
Para os passageiros, a diferença
será enorme. O actual Sud — herdeiro
dos grandes expressos europeus
que começaram a cruzar o continente
nos fi ns do século XIX — tem velhas
carruagens de 2.ª classe com compartimentos
onde se viaja sentado,
beliches económicos para poder dormir
deitado numa viagem que dura 14
horas, e uma nostálgica carruagemcama
para quem exige um grau de
conforto superior. O momento alto
da viagem, que tem um certo sabor
a aventura, é passado na carruagem
restaurante, onde é servido o jantar
e o pequeno-almoço. O Sud já não tem
talheres de prata, mas também não
aderiu aos de plástico e a refeição e
o serviço ainda têm um toque personalizado.
Menos passageiros
Com as composições Talgo, o Sud entra
na modernidade, mas continuará
a ser um comboio democrático com
preços para todas as carteiras — terá
lugares sentados e beliches na classe
económica e um serviço Grand Class
com verdadeiros quartos de hotel
sobre carris.
A CP aproveitará, naturalmente, para
aumentar os preços, uma vez que o
Sud Expresso tem vindo a acumular
prejuízos nos últimos anos. O mau estado
da composição e a concorrência
do modo rodoviário e das companhias
de aviação low cost têm reduzido a sua
procura às pessoas que têm medo de
viajar de avião, jovens de inter-rail e
emigrantes e imigrantes. Em 2002,
o Sud transportava em serviço internacional
165 mil passageiros mas,
em 2004, já só eram 109 mil e no ano
passado quedou-se pelos 75 mil.
O último dos grandes expressos
esteve prestes a acabar quando, em
2000, o então presidente da CP, Crisóstomo
Teixeira, tentou reduzir a sua
frequência diária para trissemanal.
Numa iniciativa liderada por Maurício
Levy (entretanto falecido e que
viria a ser pouco depois presidente
do Instituto Nacional do Transporte
Ferroviário), um grupo de intelectuais,
políticos, ecologistas e autarcas
elaborou na altura um Manifesto em
Defesa do Sud Expresso, que criticava
a decisão “pouco transparente” da
empresa em “atacar o comboio mais
carregado de História do nosso país,
peça essencial da entrada das ideias
liberais no século passado, via real
de fuga ou regresso dos emigrantes
nos anos 60 e, até, veículo de Mário
Soares no momento da Revolução
de Abril”. O documento dizia ainda
que “este comboio é uma alternativa
às mortes na estrada e ‘embaixada’
que Portugal manda diariamente ao
encontro dos seus fi lhos na fronteira
francesa”.
A CP recuou e o Sud manteve-se,
embora numa morte lenta. As composições
Talgo vão agora dar-lhe uma
nova vida, esperando a empresa um
considerável aumento da procura

O que é um Talgo
TALGO são as siglas de Tren
Articulado Ligero Goicoechea
Orial. Goicoechea foi o
engenheiro que nos anos 40
do século passado inventou
este comboio articulado, onde
as carruagens não assentam
directamente nos rodados, e
Orial o sócio capitalista que
com ele formou uma sociedade.
Nestas composições, cada par
de carruagens está “pendurada”
num mecanismo que assenta em
duas rodas que giram livremente,
o que permite ao comboio fazer
as curvas a maior velocidade.
É com uma composição deste
tipo que, desde 1995, se efectua
diariamente o Lusitânia Comboio
Hotel entre Lisboa e Madrid.




Carlos Cipriano
in Publico

Maquinistas na Russia

E quando os colegas Maquinistas de queixarem de falta de condiçoes no trabalho....



video

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Simulador de conduçao do Comboio

Na próxima quarta-feira dia 17 de Fevereiro, pelas 15H00, a propósito


da comemoração do aniversário da Fundação Museu Nacional Ferroviário -

Armando Ginestal Machado, será inaugurada na área de exposição do

museu do Entroncamento uma cabine de simulação de condução

ferroviária.

 
 
 
Rui Ribeiro

Barreiro - 150 anos de Caminhos de ferro - O Património dos Afectos

2010 marca o inicio das comemorações oficiais dos 150 anos de

Caminhos-de-ferro no Barreiro juntado a CM do Barreiro, EMEF, CP
Refer, Fundação do Museu Nacional Ferroviário e cidadãos do Barreiro.
O primeiro de muitos momentos que visam sublinhar esta data é a
Exposição patente na Galeria Municipal de Arte do Barreiro desde dia 2
de Fevereiro com o título " O Património dos Afectos ". Tem como mote
os Ferroviário no seu lado Humano. A vivência colectiva expressa nas
lutas e associações de solidariedade e de classe que deram origem.

"O Património dos Afectos":

http://www.webrails.tv/arquivoVideo/barreiro/150/Barreiro150CF_pAfectos.htm

A Exposição pode ser vista até dia 3 de Abril de 2010 na Galeria
Municipal de Arte de Terça a Sábado da 14h00 às 20h00. Uma nota de
agradecimento à Drª Rosalina Carmona pelo apoio dispensado.



Rui Ribeiro

A vida dificil de revisor, pensam que é facil?





Sem mais comentarios....

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

José Nogueira, o revisor da CP que também sabe salvar vidas

O Verão ainda não tinha começado, mas o Intercidades para o Algarve
ia cheio. José Nogueira cumpria um serviço de pura rotina no comboio
n.º 576, rumo a Faro. Algures entre Grândola e a Funcheira uma passageira
procura-o para lhe dizer que há um homem de 45 anos, na 2.ª classe,
que se sentiu mal e desmaiou. “Fui lá, verifi quei que o cliente estava
totalmente inanimado. Vi que não tinha pulso e que estava em situação
de paragem cardíaca. Accionei o sistema sonoro para solicitar a presença
de algum médico ou técnico de saúde que o pudesse socorrer.”
O revisor conta a história como se citasse de memória os regulamentos
da sua profi ssão para estes casos: “Ninguém se mostrou disponível nem
com conhecimentos para tal.” À sua volta acumulavam-se passageiros
curiosos à espera da sua decisão. Parar o comboio no meio da
planície alentejana às nove meia da noite de nada adiantaria. E ali estava
o revisor a olhar para um homem estendido no chão da carruagem...
1973. É na estação de Valado dos Frades (que serve Nazaré e Alcobaça)
que um recruta com ar franzino costuma apanhar o comboio para Lisboa
onde cumpre o serviço militar. José Nogueira tem 20 anos e vem de
motorizada desde a Boieira, a terra que o viu nascer e onde vive, no concelho
de Porto de Mós. Para guardar o velocípede na estação deveria pagar
7$50 por dia (3,5 cêntimos), mas com a cumplicidade do chefe de
estação Oliveira Paulo (falecido há poucos meses), o veículo fica
semiescondido numa esquina das casas dos ferroviários.
Sem o saber, a amizade que o liga ao chefe da estação será a sua porta
de entrada para um “emprego de costa direita”, mas com vida de nómada,
longe da sua Boieira. Oliveira Paulo virá a entregar-lhe os papéis para a
CP e a apadrinhar a sua entrada na empresa onde, em 1975, com a tropa
feita, uma comissão na Guiné e o 25 de Abril de 1974 de permeio, Nogueira
entra ao serviço a picar bilhetes. O tirocínio não podia ser mais difícil.
Estava-se em pleno período revolucionárioe se havia profi ssões mais
expostas aos excessos da revolução, a de revisor era uma delas.
“Era complicado, sobretudo com os militares.
Então os dos SUV [organização clandestina Soldados Unidos Vencerão]
nem imagina. Diziam ‘destrói a tua parte, os comboios são do povo’.”
Para o jovem Nogueira, o essencial era “nunca mostrar medo e dar a
entender que não estávamos sós, que a qualquer momento podia
aparecer mais alguém”. Não era esse o caso, porém, naquela tarde
de 16 de Junho de 2009, num comboio com ar condicionado
lançado a 190 quilómetros/hora pela linha do Sul, um passageiro
quase morto e “os clientes a olharem todos para mim à espera
que eu fi zesse alguma coisa”. Limitou-se a cumprir os
regulamentos: “Pus os meus conhecimentos em prática e fiz respiração boca
a boca. O passageiro acabou por vir a si.” O revisor até ficou surpreendido
quando, mais tarde, a hierarquia lhe atribuiu um louvor.
O que José Nogueira realça dessa noite atribulada foram as complicações
subsequentes – o Intercidades atrasara meia hora e houve passageiros
que perderam em Faro a ligação para Olhão e Tavira. “Fartaram-se de
protestar e tive que tratar dos táxis para os reencaminhar.” Nessa noite
foi mais a incompreensão dos clientes que lhe tirou o sono do que propriamente
o ter ressuscitado um morto.

in Publico
Carlos Cipriano

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Exposiçao modelismo ferroviario

Termina dia 10 de Fevereiro a exposição de uma maqueta ferroviária

promovida pelo Casino de Lisboa.
Com 14 metros de cumprimento e cerca de 60 metros de via, foi
construída por Pedro Almeida, Pedro Pinto e Paulo Antunes, onde talvez
o mais interessante passe por descobrir os pequenos momentos recriados
nela recriados
A maqueta pode ser vista até dia 10 entre as 15 e as 3 da manhã. Não é
visitável por menores de 18 anos.
Uma nota de agradecimento ao Casino de Lisboa.

Rui Ribeiro

TGV deve adiar-se no mínimo 5 anos




Silva Lopes, economista e ex-presidente do Montepio, disse hoje que a linha do TGV entre Lisboa e o Porto deve adiar-se no mínimo cinco anos ou mais, face à actual situação da economia portuguesa. "Não venham dizer que sou contra o investimento, mas é preciso bom e não este", acrescentou.
O também antigo ministro das Finanças, que falava numa conferência sobre a competitividade da economia portuguesa, considerou que a linha de alta velocidade ferroviária para o Porto até pode ser um investimento "necessário", mas "seria de adiar no mínimo cinco anos ou mais".
"Entretanto gastaram-se 1000 milhões de euros ou mais na requalificação da Linha do Norte e acho que se devia concluir esse investimento", considerou também, durante o encontro organizado pela Antena 1 em Lisboa.
"A minha opinião é que andamos a fazer muitos investimentos que não prestam", disse o economista.
Silva Lopes deu como exemplo o estádio de Leiria, "que se calhar tinha um estudo de viabilidade económica", ironizou, referindo-se a uma intervenção anterior de Mário Lino. O ministro das Obras Públicas do anterior Governo tinha-se referido, na mesma conferência, aos resultados de "vários estudos de economistas" como motivo para defender o prosseguimento das grandes obras públicas como o TGV.
"Devia ser era especialista em consultoria", disse Silva Lopes. "Os consultores fazem os estudos com as conclusões que quem os encomendou pretende".

Inês Sequeira
in Publico

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Curiosidade - Raramente observavel - O pantografo de um Comboio a partir em plena circulaçao

Estaçoes ferroviarias em Portugal

Patrimonio ferroviario abandonado

Recordaçoes Ferroviarias

Mulher cai á frente de comboio e sobrevive

Uma mulher visivelmente alcoolizada caiu na linha de metro de Boston, nos EUA, instantes antes da chegada de uma composição à estação. O comboio conseguiu parar mesmo a tempo. Foram os apelos dos passageiros que aguardavam a composição que a salvaram de uma morte que parecia certa…

Veja o incidente, ocorrido no dia 9 de Novembro, captado em vários ângulos pelas câmaras de vigilância do Metro

Tarifário da CP desincentiva o uso do comboio do Oeste para o resto do país

A D. GUIDA...

A D. Guida tem 70 anos e vive nas Caldas. Passou um fim-de-semana em Lisboa com uns familiares que a levaram à estação do Rossio para regressar a casa. Fizeram mal. Mais valia ter vindo de autocarro porque a primeira surpresa da D. Guida foi que não podia comprar o bilhete para as Caldas nas bilheteiras do Rossio. Dali só lhe vendiam o título de transporte para o Cacém, onde a passageira teria de atravessar as linhas para comprar um novo bilhete para as Caldas e apanhar outro comboio.
No entanto, em sentido contrario, não há problema nenhum em comprar na estação das Caldas da Rainha um bilhete directo para o Rossio.

A MARIA...
Maria, uma jovem caldense, estudante de Medicina no Porto, regressava à Invicta no domingo à tarde. Apanhou o inter-regional para Coimbra onde contava apanhar o Alfa para Campanhã. Mas como tinha caído uma catenária (cabo de alto tensão que fornece energia eléctrica aos comboios) a circulação estava suspensa e a CP organizou um transbordo rodoviário para Aveiro, onde os passageiros deveriam apanhar o Alfa.
Uma descoordenação entre a CP e a Refer fez, porém, com que o Alfa Pendular partisse antes do autocarro chegar, pelo que os passageiros, uma vez em Aveiro, foram convidados a prosseguir a viagem até ao destino final pelo modo rodoviário.
Farta das voltas do autocarro, Maria optou, no entanto, por ficar em Aveiro e apanhar um comboio regional para o Porto. Não lhe passava pela cabeça que o seu título de transporte para o comboio mais caro da CP não servisse para o ronceiro regional que parava em todas as estações e apeadeiros. Não foi multada pelo revisor, mas teve que pagar 3,50 euros pela "revalidação" do seu bilhete!

...E A MÃE DO JOÃO
O João, 42 anos, pensou que o comboio era o modo de transporte mais adequada para a sua mãe se deslocar do Bombarral para Espinho, onde tem parte da família. Foi ver os horários e ficou a perceber o motivo do slogan da CP na última Bolsa de Turismo de Lisboa - "Aventure-se. Vá de Comboio!".
É que do Bombarral para Espinho a CP oferece três ligações. Uma com cinco (sim, cinco!) comboios, que demora cinco horas e pela qual cobra 16,60 euros. A mais rápida faz-se com quatro comboios durante pouco mais de quatro horas e custa 19,85 euros. A mais cara custa 20,55 euros e é a que demora mais tempo: seis horas e 17 minutos do Bombarral a Espinho com direito a transbordo nas Caldas, Bifurcação de Lares e Coimbra.
O João nem queria acreditar que a viagem fosse tão complicada. E nunca chegou a perceber por que motivo todos os comboios do Bombarral terminam nas Caldas e é preciso mudar para outro exactamente igual para seguir viagem para norte.

DE COMBOIO NUNCA MAIS
Estas três histórias são verdadeiras e mostram à saciedade no que se transformou a burocracia da CP ao ser segmentada em unidades de negócio. CP Lisboa, CP Porto, CP Regional e CP Longo Curso até podem ser uma boa ideia para a empresa se organizar internamente, mas quando ganham vida própria e a sua autonomia vai ao ponto de trabalharem de costas voltadas sem tirar partido do efeito de rede do sistema ferroviário, acontecem estas desajustes que só desincentivam o uso do comboio. A prova é que a Maria nunca mais voltou a comprar um bilhete à CP e passou a ir de autocarro para o Porto. E a D. Guida, apesar de reformada e só pagar meio bilhete na CP, prefere também usar o autocarro das Caldas para Lisboa.
Já o João não passou da consulta aos horários. Nem pensar em deixar a mãe embarcar naquela aventura. E já se habituou a ir levá-la de carro a Espinho.

VIAJAR MENOS E PAGAR MAIS
Vejamos mais um exemplo: das Caldas ao Porto são 265 quilómetros e um passageiro tem de viajar num comboio da CP Regional até Bifurcação de Lares onde apanha outra composição para Coimbra a fim de seguir para Campanhã num comboio rápido. A viagem pode custar 15,90 euros, ou 16,15 ou até 24,90 euros se apanhar o Alfa em Coimbra. Mas um passageiro que faça os 337 quilómetros de Lisboa ao Porto num comboio directo só paga 19,50 euros (27,90 no Alfa Pendular). Ou seja, o cliente do Oeste viaja menos quilómetros, usa comboios de categoria inferior, tem dois transbordos e paga mais do que numa viagem directa de maior distancia. É assim que a CP quer incentivar o uso do comboio?
Das Caldas da Rainha à Guarda (315 quilómetros) paga-se 18,60 euros ou 19,90 euros e é preciso fazer transbordo. Mas de Lisboa à Guarda (387 quilómetros) só se paga 17,00 euros e a viagem é directa.
O mesmo acontece com o exemplo de Espinho. O Bombarral fica a 262 quilómetros daquela cidade, mas o bilhete é mais caro do que uma viagem desde Lisboa, que fica a 318 quilómetros.
Para todos estes casos, o bilhete na Rede de Expressos é sempre mais barato.
Surpreendente? Nem por isso. Um caldense que pague 15,50 euros para ir para o Porto, paga sempre o mesmo, independentemente de mudar em Leiria ou Coimbra ou de ir directo para a Invicta. Mas na CP, por cada viagem e cada transbordo, é como se o passageiro estivesse a comprar um novo bilhete. E é por isso que das Caldas ao Porto o comboio é sempre mais caro do que o autocarro.

UMA VISÃO SEGMENTADA
Tudo isto parece preocupar pouco a administração da CP que aparece dividida nas tais unidade de negócios que possuem a sua própria frota de material circulante e quadro de pessoal (maquinistas e revisores). E cada uma tem também a sua direcção executiva, cujos gestores têm melhores salários, automóvel, cartão para combustível, telemóvel e secretária.
Este modelo torna os custos mais transparentes porque cada unidade de negócios tende a rentabilizar melhor os seus recursos, mas a esta gestão autónoma acaba por faltar uma visão de conjunto, com os resultados que se conhecem para os consumidores, em termos de tarifário, e de horários que não garantem ligações entre comboios.
A transportadora pública, ao contrário do que acontece com as suas congéneres europeias, não tem um contrato de prestação de serviços com o Estado. Em cada ano, o governo atribui uns trocos a título de indemnizações compensatórias para a empresa, que caem no buraco sem fundo do seu défice.
Como o serviço regional é o que dá mais prejuízo, a empresa prefere vender percursos do que aplicar uma tarificação quilométrica, mais justa e mais compreensível pelos passageiros. É por isso que uma viagem com vários transbordos sai mais cara do que se for directa.
Algo que, como refere o caldense Nelson Oliveira, engenheiro com pós-graduação em caminhos-de-ferro, "não acontece noutras redes estrangeiras de referência [SNCF, RENFE, DB, Trenitália] onde os horários dos comboios mais lentos são conjugados com os dos rápidos para assegurar a função de recolectores e distribuidores"
Para este especialista, também presidente da Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos de Ferro (APAC), "as unidades de negócios centram-se na procura dos melhores resultados financeiros, o que nem sempre resulta em favor de um melhor serviço, pois numa exploração conjunta, os benefícios de uns compensavam os prejuízos de outros".
Um exemplo: como os regionais dão prejuízo, cada vez há menos oferta, "mas se os horários destes fossem conjugados com os dos comboios rápidos, como eram dantes, os regionais traziam passageiros para os serviços de longo curso, onde a empresa ganhava mais por causa dos suplementos de velocidade, e o prejuízo era compensado".
É que, afinal, nem tudo era mau antigamente, como repetidamente o dizem ferroviários e passageiros. Há 20 anos a CP tinha quatro vezes mais estações com venda de bilhetes do que hoje, grande parte delas com horários ininterruptos e os clientes (na altura chamavam-se utentes) sabiam com o que podiam contar.
Há 20 anos comprava-se um bilhete na estação do Rossio para as Caldas sem qualquer dificuldade e não havia computadores nas bilheteiras.

Petição pela requalificação da Linha do Oeste já está online
Já está disponível na Internet a petição "Pela requalificação e modernização da infra-estrutura e pela introdução de um serviço ferroviário de qualidade na Linha do Oeste". Em http://www.petitiononline.com/plo1001/petition.html já se pode aceder ao texto que está também nas ruas a recolher assinaturas, com o objectivo de levar a Linha do Oeste à na Assembleia da República ainda no período de discussão do Orçamento de Estado para 2010.
Lançada na passada semana, conforme noticiado pela Gazeta das Caldas, a petição foi promovida por um grupo de cerca de meia centena de cidadãos, conhecidos pelos seus cargos políticos em diversos partidos, pelas funções que desempenham em entidades regionais, por serem empresários, académicos, médicos e advogados de mérito reconhecido. Além das assinaturas entretanto recolhidas nas ruas e em acontecimentos políticos, na passada terça-feira a petição já contava com mais duas centenas de assinaturas feitas online. São necessários quatro mil signatários para que o documento seja debatido no Parlamento.

A RESPOSTA DA CP
Gazeta das Caldas apresentou os casos referidos à CP, convidando a empresa a replicar, o que foi feito através do seguinte texto, que recebemos por correio electrónico e que transcrevemos de seguida:
Começamos por recordar que a CP tem desenvolvido nos últimos anos um trabalho de identificação de questões nos âmbitos apontados no seu email, bem como de criação de soluções para as várias necessidades detectadas. Estas soluções, como é do conhecimento geral, estão em curso e permitirão resolver a maioria destas questões.
Especificamente, no que se refere aos exemplos que seleccionou, estes não têm em consideração o facto de actualmente estar em vigor o DL nº58/2008.
Para além disso, a necessidade de distinção entre serviços foi reforçada com o Regulamento nº 243/2008, aprovado para o novo modelo tarifário dos serviços regionais. Com base neste regulamento, o preço para a utilização de dois serviços deve ser sempre definido pelo somatório dos preços de cada um dos serviços.
Por outro lado, a nova legislação pela qual a CP se deve reger conduz o operador a praticar preços por tipo de serviço e por origem e destino.
1º Exemplo (D. Guida)
Em 2005, a CP iniciou uma análise aos processos tarifários pelas várias UN's, num processo que culminou com a alteração da Tarifa Geral de Transportes, que remontava a 1975 e a publicação do DL 58/2008 bem como a aprovação de um novo modelo tarifário para os serviços quilométricos da CP (R e IR), tal como refere o Regulamento 243/2008. Foi esta alteração regulamentar que veio dar suporte ao início da reestruturação tarifária da CP tendo em vista a correcção das questões de incoerência tarifária e outros problemas identificados.
Neste momento a CP tem em curso:
A implementação do modelo tarifário para os serviços R e IR.Este processo, tal como previsto no Regulamento nº 243/2008, será concretizado em cinco fases. Apenas a 1ª fase está implementada. Só com a implementação da 5ª fase, será possível considerar que o modelo se encontra totalmente implementado, estando nessa altura conferida a regularização do sistema de preços destes serviços.
2. Quanto à dificuldade na aquisição de bilhete para o serviço Regional e Longo Curso, podemos adiantar que durante o mês de Fevereiro passará a ser possível a aquisição de bilhetes para estes serviços na estação do Rossio, o que, devido à forte procura e movimento do serviço suburbano, será realizado numa bilheteira autónoma, à semelhança do que acontece nas grandes estações (por exemplo, Santa Apolónia, Oriente e Campanhã).
3. Progressivamente, durante este ano, as restantes bilheteiras da zona urbana de Lisboa que se encontram sob gestão da unidade de negócios responsável pelo serviço desta zona, passarão a ter a disponibilidade de efectuar a venda de qualquer tipo de serviço nacional.No exemplo referido, Caldas - Rossio, é possível ao cliente, nas Caldas (bilheteira universal) adquirir um título para todo o percurso. No Rossio (bilheteira dedicada aos serviços urbanos de Lisboa) só é possível adquirir um título para o serviço urbano, portanto até ao Cacém.
Independentemente do número de títulos que o cliente é obrigado a comprar para efectuar a viagem, o valor final a pagar é igual (na ida e na volta).
2º Exemplo (A Maria)
O exemplo refere a Revalidação de um título do serviço de Longo Curso para o serviço Regional numa situação de circulação perturbada em que o recurso ao serviço Regional não resulta por opção do plano de viagem inicial do cliente. Nos casos em que o cliente altera o seu plano de viagem por sua vontade, convém referir que nos serviços de Longo Curso, o cliente pode pedir o reembolso até 30 minutos antes da partida do comboio sendo reembolsado da totalidade do valor do bilhete e adquirindo então o bilhete para o serviço Regional. No exemplo citado, o cliente tem direito ao reembolso do bilhete através do serviço de reclamações e reembolsos da CP, pelo que, deveria ter pago um bilhete regional e requerido o reembolso do bilhete original ou, pagando a revalidação (forma encontrada pelo revisor para não considerar o passageiro sem bilhete), solicitar ao serviço de reclamações e reembolsos da CP a devolução da quantia paga em excesso.3º Exemplo (A mãe do João)
A oferta de serviços CP é adequada à procura, às condições da infra-estrutura e à disponibilidade de material circulante. Neste sentido, não é possível a realização de serviços directos entre todos os percursos existentes ao longo do país, assim como também não é possível que os comboios de Longo Curso, Alfa Pendular e Intercidades, circulem em todas as linhas.A diferenciação de serviços está adequada ao mercado existente e às condições técnicas necessárias à realização dos mesmos.Naturalmente que, na medida do possível e tendo em atenção os factores já supracitados, a CP se esforça para a que a coordenação entre horários dos vários serviços seja assegurada, contudo isto não é possível para todos os comboios e ligações.Além disto, conforme já referido e de acordo com a legislação em vigor, o preço para a utilização de dois serviços deve ser sempre definido pelo somatório dos preços de cada um.
Por fim, gostaríamos ainda de chamar a atenção para o facto de que a existência de algumas incongruências tarifárias nos serviços da CP, resulta tanto em situações que não beneficiam o cliente, como noutras que claramente o favorecem. A título de exemplo, só para citar duas situações:
1 - A implementação da primeira fase do novo modelo tarifário do serviço regional implicou uma redução dos preços em vários percursos, consequência do ajustamento do preço dos escalões (beneficiando vários clientes).
2 - Em zonas de serviço urbano, quando a empresa reconhece necessidade de complemento de oferta de comboios deste serviço, é permitida a utilização de títulos urbanos nos comboios de serviço regional, em benefício do cliente.
A CP está atenta a todos os constrangimentos que estas mudanças têm causado nos seus clientes, e está a envidar esforços para minimizar a curto prazo os aspectos menos favoráveis do sistema tarifário, da sua rede de vendas e da sua oferta.
Ana Maria Portela
Marketing e Comunicação Corporativa
CP - Comboios de Portugal

OPINIÃO
Autenticidade e conveniência
Os casos aqui relatados são o exemplo perfeito daquilo que não deve acontecer quando se pretende modernidade e eficácia no domínio empresarial. Poderão dever-se à adopção de modelos organizacionais rígidos ou autistas, não alinhados com as necessidades e preferências do mercado, ou mesmo à primazia de interesses particulares e imediatos, face ao bem comum e à sustentabilidade a longo prazo. Mas do que não há dúvida, é que são violados princípios fundamentais do marketing de serviços, cuja factura será paga mais tarde ou mais cedo.
O atendimento e serviço ao cliente é orientado, no ambiente competitivo dos nossos dias, por princípios científicos de gestão, de que o marketing de serviços constitui o principal corpo teórico. Desde logo, porque os serviços representam mais de metade do produto e do emprego nacional; depois, porque é no domínio dos serviços que se estabelece parte significativa da diferenciação que determina a escolha dos clientes; finalmente, porque é sobretudo através dos serviços que se avalia a credibilidade do marketing e a inerente ética empresarial.
Excepto nas situações de monopólio e cartel, ou quando o Estado não regula e supervisa eficazmente a concorrência, as empresas preocupam-se e esforçam-se por satisfazer e fidelizar os clientes, acrescentando permanentemente valor à sua oferta. Esta é uma garantia de sobrevivência no mercado, geradora de valor para os accionistas e para a comunidade. Violar este princípio, por razões de personalismo ou imediatismo, é condenar uma organização ao fracasso, com significativas perdas para todas as partes.
O consumidor de serviços valoriza especialmente dois paradigmas: autenticidade e conveniência. Num mundo de aparências, em que a realidade é manipulada para parecer o que convém, a verdade é cada vez mais procurada antes de se tomar uma decisão de compra, sobretudo quando ela implica com a sensibilidade do consumidor. E quando o pressuposto é a confiança, qualquer engano frustra a expectativa e põe em causa a credibilidade da empresa ou seu agente, prejudicando a continuidade da relação. A autenticidade empresarial é, assim, uma condição essencial para se estar no mercado.
Por seu lado, a conveniência é o factor - facilitador, incentivador e diferenciador - que pode fazer toda a diferença, tornando a organização mais competitiva. São dois os domínios principais da conveniência, os quais representam custos (ou proveitos) não-monetários - tempo e energia (esforço) - aplicados aos momentos de decisão e acesso (pré-compra), transacção (compra) e consumo (pós-compra). Como em todos os aspectos do marketing, vale sobretudo a percepção do consumidor, servindo a realidade objectiva apenas para sustentar a imagem desejada.
Neste contexto, tanto a dificuldade na aquisição de bilhetes, como a incongruência no sistema de preços da CP, só podem ser explicados por uma inaceitável falta de integração de sistemas - tecnológicos, humanos, financeiros ou outros, o que aos olhos do consumidor se revela desajustado da sua disponibilidade de tempo e energia, nomeadamente quando comparado com outros sistemas de transporte e outros processos de atendimento e serviço ao cliente.
Rapidez e qualidade são, em geral, sinónimos de preço mais elevado, e vice-versa, mormente quando as alternativas são oferecidas pela mesma organização, independentemente de se apresentar com insígnias (pouco) diferentes. E resta a heurística mais básica, que é a de que quanto mais se consome mais se paga, mesmo oferecendo-se um desconto de quantidade. Assim julga o consumidor, que só entende o contrário quando isso lhe é explicado de forma clara e verdadeira.

José Rafael Nascimento

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A evoluçao da CP para 2010

A AGENDA ... PARA GERIR, PERDÃO, REDUZIR A TODO O CUSTO OS CUSTOS DA CP

1. Falar com a Secretária de Estado dos Transportes e convencê-la a
encerrar definitivamente as linhas do Tua, do Corgo, do Tâmega, de
Cantanhede e de Cáceres sem passar pela substituição rodoviária, que é
sempre uma situação transitória.

2. Substituir o serviço ferroviário pelo rodoviário entre Covilhã e a
Guarda e vender a Allan que lá circula à Argentina

3. Manter o autocarro entre Casa Branca e Évora, mesmo após o fim das
obras, a cargo da Refer. Poupava-se taxa de uso e evitava-se ter de pensar
num novo serviço IC para Évora quando a linha estiver em condições.

4. Fazer o IC para Beja a partir do Poceirão (a locomotiva ficava logo ao
lado das oficinas e poupava nos custos)

5. Substituir o serviço ferroviário por rodoviário nas linhas do Vouga
durante 15 dias. Duas semanas depois acabar com os autocarros. Ninguém vai
dar por nada. Vender as automotoras à Argentina.

6. Substituir serviço ferroviário por rodoviário entre Leiria e Figueira
da Foz. Numa segunda fase, prosseguir com a mesma medida entre Leiria e
Caldas da Rainha. Explicar que as pessoas não ficam prejudicadas porque se
assegura o serviço em autocarro. Poupa-se taxa de uso.

7. Substituir serviço ferroviário por rodoviário entre Viana do Castelo e
Valença. Fazer um acordo com a Renfe, a Tap e a Portugália para o serviço
Internacional ser feito em code share com um autocarro de luxo entre o Porto
e Vigo.

8. Prosseguir o serviço em autocarro da Covilhã a Castelo Branco. Comprar
a revista "O 6 de Setembro" para os mandar calar. Convencer a Refer e o
Governo de que não vale a pena electrificar o resto da Beira Baixa. Os
autocarros saem mais baratos. Vender as carruagens à Argentina.

9. Ver quais os dois Alfas Pendulares com maior taxa de ocupação entre
Lisboa e Porto e criar uma Unidade de Negócios para a sua exploração que
será a mais rentável de todas, com a maior taxa de cobertura e lucros
garantidos. Propor à Ana Paula Vitorino a entrada de capital privado para
essa Unidade de Negócios.

10. Fazer um Power Point sobre a nova Unidade de Negócios para apresentar
como um exemplo de boas práticas de gestão ferroviária.

11. Prosseguir a extensão do serviço rodoviário das Caldas da Rainha a
Torres Vedras. Comprar a Gazeta das Caldas .... Vender as UDDs afectas à
linha do Oeste à Argentina.

12. Organizar um grande evento em Torres Vedras para anunciar a chegada da
CP-Lisboa aquela cidade em 2015. Até lá, não havendo linha electrificada,
explicar que o serviço será feito por autocarros pela A8.

13. Reduzir o serviço regional no Douro entre a Régua e o Pocinho a um
comboio por dia em cada sentido. Propor nova regulamentação por forma a que
os comboios só circulem entre o Tua e o Pocinho nos dias em que houver
passageiros. Instalar um telefone em cada estação para os Clientes ligarem
para o Tua a pedir o envio da automotora. Poupa-se taxa de uso e acabará por
se extinguir o serviço porque os Clientes também se extinguirão.

14. Serviço rodoviário de substituição entre Abrantes e Elvas. Vender
material para Angola.

14. Comprar o Jornal de Barcelos ... Preparar terreno para acabar com o
serviço regional entre Viana e Nine.

15. Pôr o IC da Beira Alta a sair de Coimbra e o da Beira Baixa a sair do
Entroncamento. Poupa-se taxa de uso. Não assegurar transbordo com os
comboios da linha do Norte para ver se a preocura diminui por forma a
justificar o fim definitivo dos ICs.

16. Colocar uma navette entre Tomar e Lamarosa com poucas ligações nesta
estação. Perante os protestos dos passageiros e da autarquia, substituir o
serviço no ramal por autocarros que irão directos ao Entroncamento. Explicar
à Câmara e aos Clientes que ficarão todos a ganhar. Escrever à Refer a dizer
que a CP prescinde do ramal de Tomar.

17. Assegurar o serviço regional entre Beja e a Funcheira apenas uma vez por
semana por forma a adaptar a oferta à procura.

18. Acabar com o Longo Curso para Braga e Guimarães e concentrar o material
na linha do Norte. Assegurar ligações do Minho a Campanhã pela CP-Porto e
fazer um Power Point sobre a melhoria dos resultados desta unidade de
negócios.

19. Fazer do Oriente a estação términus entre Lisboa e Porto. Poupa-se
quatro quilómetros de taxa de uso e reduz-se 9 minutos ao tempo de viagem.
Falar com a agência de comunicação para explicar isso aos Clientes.

20. Criar uma Unidade de Negócios designada CP-Navette para assegurar as
ligações entre Santa Apolónia e o Oriente e fazer um Power Point a mostrar
que se atingiu o break-even operacional em 24 horas. Propor logo de seguida
a sua privatização.

20. Telefonar ao Carmona e comunicar-lhe que a linha de Cascais passa a ter
o seu términus em Alcântara. Ver quantas composições se podem poupar e
vendê-las para a Argentina.

21. Negociar com a Barraqueiro e a Câmara do Barreiro o fim da linha de
Praias Sado.

22. Acabar com todo o serviço Regional no Alentejo, excepto no Verão na
altura do Festival da Costa Sudoeste, que a CP patrocinará.

23. Pôr o Sud Expresso a circular às segundas, quintas e Sábados no sentido
ascendente e terças, sextas e domingos no sentido descendente, excepto
quando for feriado à quinta-feira em Portugal ou feriado em Espanha à
quarta-feira. Nos dias 31 de Março, 30 de Julho e 20 de Agosto só se efectua
o serviço ascendente na véspera, excepto se coincidir com as festas de
Valladolid ou dia de tourada em Salamanca.

24. Se, mesmo assim, alguém persistir em viajar no Sud Expresso, passar a
efectuá-lo com uma UTE de silício modernizada, com sacos-cama debaixo dos
assentos destinados aos Clientes que antes viajavam em carruagem-cama.
Explicar aos clientes que, devido à não electrificação do lado espanhol,
terão de mudar de comboio em Vilar Formoso.

25. Fazer um acordo com o Fernando Pinto para que os Clientes do primeiro
Alfa da manhã e o último da noite possam optar pelo avião. A prazo, suprimir
esses comboios e ver quanto se poupa na taxa de uso e na manutenção.

26. Fazer o outsorsing dos Órgãos Centrais da empresa. Instalar o COC em
Cabo Verde, em parceria com a CP e propor à Refer que centralize toda a
gestão de tráfego de num único CTC na Índia. Se a proposta não for aceite,
pedir para renegociar a taxa de uso.

26. Negociar com o SMAQ a admissão de maquinistas ucranianos e filipinos.
Assegurar que os seus direitos serão mantidos e convidá-los a rescindir o
contrato para dar lugar à nova mão-de-obra.

27. Vender os imóveis da Calçada do Duque e instalar a sede da CP na
Amadora, nas antigas instalações da Bombardier. Numa segunda fase vender
aqueles terrenos e procurar um apartamento em Odivelas para sede da empresa.

28. Organizar uma campanha de comunicação e marcar uma conferência de
imprensa a anunciar que a CP equilibrou os seus resultados e já não é um
peso para o Estado. Apresentar um Power Point com os objectivos dos dez anos
seguintes ­ chegar a 2020 com 35 passageiros transportados, 1050 PKs, 40
CKs, custos operacionais de 389,8 euros e receitas operacionais de 432,01
euros.

29. Convidar os ... dos ex-presidentes da CP para a apresentação.

CP cresce em passageiros em Janeiro de 2010


Os comboios de longo curso da CP, Alfa Pendular e Intercidades, registaram em Janeiro um crescimento médio próximo dos 5 por cento face ao período homólogo de 2009. Todas as ligações registaram aumento de passageiros com excepção dos eixos do Alentejo (Évora e Beja).

Neste primeiro mês do ano foram realizadas mais de 387 mil viagens neste comboios, representando um acréscimo de 17.800 viagens face a Janeiro de 2009. O maior crescimento regista-se no serviço Intercidades Lisboa-Guarda, com cerca de 44.600 passageiros transportados e um crescimento homólogo de 8,4 por cento.
Ainda nos comboios Intercidades, as ligações Lisboa-Faro e Lisboa-Guimarães apresentam também crescimento significativo, com 25.500 viagens no caso de Faro (mais 7,9 por cento do que em Janeiro de 2009) e 27 mil passageiros no caso de Guimarães (mais 7,2 por cento).
No total, o serviço Alfa Pendular cresceu 3,9 por cento no período analisado (135.800 passageiros), tendo a ligação Porto–Faro registado o maior aumento, com cerca de 33.700 viagens realizadas, mais 5,1 por cento do que em Janeiro de 2009.
A CP opera comboios Alfa Pendular nos percursos Lisboa-Porto, Lisboa-Braga, e Porto-Faro; e comboios Intercidades nos eixos Lisboa-Guarda, Lisboa-Covilhã, Lisboa-Porto, Lisboa-Faro, Lisboa-Guimarães, Lisboa-Évora e Lisboa-Beja.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Linha do Oeste Petiçao Publica


Um grupo de cidadãos do distrito de Leiria lançou uma petição para pressionar o Governo a aprovar um conjunto de “investimentos estratégicos” destinados a requalificar a Linha do Oeste em 2010. O documento foi apresentado anteontem e já foi assinado por pessoas ligadas a todos os partidos políticos.
Os subscritores exigem um serviço de transportes confortável e de qualidade e que volte a ser recuperada a ligação directa entre Leiria e Lisboa. Além da duplicação, electrificação e correcção de traçado da Linha do Oeste, pretendem um serviço regular em Torres Vedras, Bombarral, Óbidos, Caldas da Rainha, Nazaré, Alcobaça, Marinha Grande, Leiria, Figueira da Foz e Coimbra.

A intenção do grupo de cidadãos é recolher as 4000 assinaturas necessárias para que a Assembleia da República recomende ao Governo a aprovação destes investimentos na Linha do Oeste, uma infra-estrutura que, segundo a petição, “poderia e deveria ser uma alternativa às várias opções rodoviárias que as actuais auto-estradas A1 e A8 constituem”.
Na apresentação da iniciativa, a deputada do CDS-PP eleita por Leiria, Assunção Cristas, assegurou que irá estar atenta ao Orçamento do Estado para confirmar se há verbas inscritas para investir na Linha do Oeste, na sequência do compromisso assumido pelo Governo com os autarcas afectados pela “transferência” do novo aeroporto de Lisboa da Ota, em Alenquer, para Alcochete.
O presidente da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio, recordou, a este propósito, que o Governo anunciou, no ano passado, um investimento de 150 milhões de euros na recuperação da Linha do Oeste, verba que considerou insuficiente por não permitir a sua electrificação. “A Linha do Oeste é uma janela de oportunidade para unirmos esforços e para nos afirmarmos como uma verdadeira região do centro do país.”
O advogado José Alves recordou que, em meados dos anos 90, o então deputado do PS Henrique Neto apresentou um projecto de recuperação da Linha do Oeste, em articulação com o TGV e com o porto de águas profundas de Peniche. “Não se conseguiu avançar, em grande parte, por falta de mobilização das pessoas de Leiria. Se os nossos conterrâneos não se interessarem, já não se aproveitam os fundos comunitários”, alertou o advogado.
Teresa Morais, deputada do PSD, garantiu que também se vai empenhar na recolha de assinaturas para que a petição seja discutida no Parlamento.
O presidente do Turismo Leiria-Fátima, David Catarino, defendeu, por seu lado, a reabilitação da Linha do Oeste, bem como a criação de um aeroporto regional. “Para assegurar a competitividade regional, precisamos de construir nesta zona a sua centralidade, propiciando transporte para esta região, mas também no interior da mesma.”

in Publico

Noticias do TGV em Portugal


A linha de alta velocidade entre Porto e Vigo e a própria localização da estação central no Porto vão voltar a ser estudadas, anunciou ontem o ministro das Obras Públicas. As ligações em alta velocidade entre Lisboa e Madrid e Lisboa-Porto prosseguem nos calendários previstos, garante António Mendonça.

"Tendo em conta o potencial associado ao Aeroporto Sá Carneiro", foi pedido à Rede Ferroviária de Alta Velocidade (Rave) que estudasse a possibilidade de o integrar no eixo de alta velocidade Lisboa--Porto-Vigo, como estação terminal, afirmou o ministro, no decorrer de um almoço promovido pela Ordem dos Economistas sobre Obras Públicas
Por outro lado, adiantou António Mendonça, está a ser equacionada a construção de uma linha apenas para passageiros entre Porto e Vigo, o que permitiria uma poupança no projecto da ordem dos 200 milhões de euros. Recorde-se que este troço, devido a atrasos no lado espanhol, só deverá entrar em funcionamento depois de 2015.
Quanto às restantes linhas do projecto de TGV em Portugal, o ministro concretizou que está prevista para Abril a assinatura do contrato de concessão do troço Poceirão-Caia (na ligação Lisboa--Madrid) e a adjudicação do concurso para o troço Lisboa-Poceirão. No âmbito deste eixo, está ainda previsto o lançamento dos concursos para as estações de alta velocidade em Lisboa (integrada na estação do Oriente) e no Caia.
No eixo Lisboa-Porto, e até Junho, deverão ser preparados os concursos para os troços Pombal--Porto e Lisboa-Pombal, sublinhou o ministro das Obras Públicas. Quanto ao novo aeroporto em Alcochete, António Mendonça sublinhou que é "uma prioridade". No entanto, questionado pelos jornalistas sobre a privatização da ANA, recusou concretizar quer prazos para a operação, quer a percentagem que o Governo pretende colocar no mercado

Raquel Oliveira
in Correio da Manha

A frota de comboios da CP

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Barreiro - 150 anos de Caminhos de ferro

Dia 2 de Fevereiro marca o inicio das comemorações dos 150 anos dos Caminhos-de-ferro no Barreiro promovidas pela CM do Barreiro, com a exposição "150 Anos de Caminhos-de-Ferro no Barreiro – Património de
Afectos".

Para sublinhar a data o primeira de alguns momentos para ir publicando:

http://www.webrails.tv/arquivoVideo/barreiro/150/barreiro150Magro01.htm

Uma nota de agradecimento ao Sr. José Magro e ao www.Feroviário.org.

- Mais informações sobre a exposição e outras actividades a desenvolver podem ser consultadas em:

http://www.cm-barreiro.pt/pt/conteudos/noticias+e+eventos/noticias/destaques/EXPO+150+ANOS+DE+CF.htm?WBCMODE=presentationunpuloginfolog

- O CEC lançou no passado dia 30 de Janeiro o terceiro número da

revista "Flecha de Prata"

http://cecferro.com.sapo.pt/images/fp_3e.jpg






Rui Ribeiro

CP Vende comboios ao Peru

As antigas automotoras ao serviço da Linha do Vouga, no distrito de Aveiro, transportam agora turistas... no Peru. Os comboios que a CP vendeu à peruana Crosland estão, desde Outubro do ano passado, a fazer a ligação três vezes por dia entre Ollanta, a última cidade inca ainda habitada, e Machu Pichu, uma das sete maravilhas do Mundo.

As várias automotoras que asseguravam a ligação entre Sernada do Vouga e Espinho foram desactivadas em 2000, no âmbito da renovação da frota da CP. Actuando no sector ferroviário, a Crosland sabia da disponibilidade destes comboios e acabaria, em 2007, por comprar nove das dezoito unidades desactivadas, por 760 mil euros.
Construídos na ex-Jugoslávia, nos anos 60, estes comboios de bitola estreita correspondiam ao que a empresa peruana precisava para lançar a Inca Rail, responsável pela sua primeira linha turística. Ou seja, dispunham das características técnicas necessárias para circular nos carris de uma linha sinuosas e de curvas apertadas, típica das montanhas peruanas.
O traçado da via-férrea segue o percurso de um rio (Vilcanota), num trajecto de curvas muito fechadas e túneis estreitos, feitos a 40 km/h. Com preços entre os 27,80 euros (classe executiva) e os 48,65 euros (1ª classe), a viagem demora cerca de uma hora e meia e liga aquelas duas atracções turísticas.
As restantes automotoras foram, depois de recuperadas pela EMEF (uma empresa de manutenção), vendidas para Moçambique, onde já se encontram ao serviço, como adiantou ao CM o presidente da CP, Cardoso dos Reis.
Nos últimos cinco anos, o grupo ferroviário português destacou-se nas exportações, tendo vendido comboios usados no valor de cerca de 65 milhões de euros.

"NEGÓCIO ATRAVÉS DO EMBAIXADOR", Juan Forsyth Rivarola, Presidente da Inca Rail

Correio da Manhã – Como se lembraram de vir a Portugal comprar comboios?

Juan Rivarola – Este tipo de material já não se encontra em praticamente parte nenhuma do Mundo. São comboios de brinquedo (sorrisos). Sabíamos que a CP os tinha (a empresa Crosland tem experiência no sector ferroviário) e fizemos o negócio através do embaixador de Portugal em Lima.

– Que alterações fizeram?

– Um decorador hoteleiro concebeu as alterações no interior e no exterior, entre as quais os assentos (em pele) e a abertura de janelas no tecto.

– Têm esta viagem integrada em algum pacote em Portugal?

- É um dos objectivos da minha visita. Já tenho reuniões marcadas para a poder disponibilizar nas agências de viagens.



Raquel Oliveira
in Correio da manha